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Provérbios 21

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 970–930 a.C. — Provérbios atribuídos a Salomão · datas incertas Escrito: c. 970–686 a.C. (tradição) · c. 950–300 a.C. (pesquisa)

Como ribeiros de águas, assim é o coração do rei na mão do Senhor; a tudo quanto quer o inclina. Todo o caminho do homem é reto aos seus olhos, mas o Senhor pondera os corações. Fazer justiça e juízo é mais aceito ao Senhor do que lhe oferecer sacrifício. Altivez dos olhos, e inchação de coração, e a lavoura dos ímpios é pecado. Os pensamentos do diligente tendem só à abundância, porém os de todo o apressado tão somente à pobreza. Trabalhar por ajuntar tesouro com língua falsa é uma vaidade impelida daqueles que buscam a morte. As rapinas dos ímpios os virão a destruir, porquanto recusam fazer a justiça. O caminho do homem é todo perverso e estranho, porém a obra do puro é reta. Melhor é morar num canto do terraço, do que com a mulher contenciosa, e isso em casa em que mais companhia haja. A alma do ímpio deseja o mal: o seu próximo lhe não agrada aos seus olhos. Castigado o escarnecedor, o simples se torna sábio; e, ensinado o sábio, recebe o conhecimento. Prudentemente considera o justo a casa do ímpio, quando Deus transtorna os ímpios para o mal. O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre ele também clamará e não será ouvido. O presente que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva no seio a grande indignação. O fazer justiça é alegria para o justo, mas espanto para os que obram a iniquidade. O homem, que anda errado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará. Necessidade padecerá o que ama a galhofa; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá. O resgate do justo é o ímpio; o do reto o iníquo. Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher contenciosa e iracunda. Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato o devora. O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honra. À cidade dos fortes sobe o sábio, e derruba a força da sua confiança. O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma. O soberbo e presumido, zombador é seu nome: trata com indignação e soberba. O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar. Todo o dia deseja coisas de cobiçar, mas o justo dá, e nada retém. O sacrifício dos ímpios é abominação: quanto mais oferecendo-o com intenção maligna? A testemunha mentirosa perecerá, porém o homem que ouve com constância falará. O homem ímpio endurece o seu rosto, mas o reto considera o seu caminho. Não há sabedoria, nem inteligência, nem conselho contra o Senhor. O cavalo prepara-se para o dia da batalha, porém do Senhor vem a vitória.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).