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Jó 35

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. Sem data certa — Eliú, o mais jovem, toma a palavra Escrito: c. 1450–1000 a.C. (tradição) · c. 600–400 a.C. (pesquisa)
O bem e o mal não podem afetar a Deus, mas algumas vezes, por falta de fé dos aflitos não os ouve

Respondeu mais Eliú e disse: Tens por direito dizeres: Maior é a minha justiça do que a de Deus? Porque disseste: De que te serviria ele? ou de que mais me aproveitarei do que do meu pecado? Eu te farei resposta, a ti e aos teus amigos contigo. Atenta para os céus, e vê; e contempla as mais altas nuvens, que são mais altas do que tu. Se pecares, que efetuarás contra ele? se as tuas transgressões se multiplicarem, que lhe farás. Se fores justo, que lhe darás? ou que receberá da tua mão? A tua impiedade danaria outro tal como tu; e a tua justiça aproveitaria ao filho do homem. Por causa da grandeza da opressão fazem clamar aos oprimidos: exclamam por causa do braço dos grandes. Porém ninguém diz: Onde está Deus que me fez, que dá salmos na noite. Que nos faz mais doutos do que os animais da terra, e nos faz mais sábios do que as aves dos céus. Ali clamam, porém ele não responde, por causa da arrogância dos maus. Certo é que Deus não ouvirá a vaidade, nem atentará para ela o Todo-poderoso. E quanto ao que disseste, que o não verás: juízo há perante ele; por isso espera nele. Mas agora, ainda que a ninguém a sua ira visitasse, nem advertisse muito na multidão dos pecadores: Logo Jó em vão abriu a sua boca, e sem ciência multiplicou palavras.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).