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Isaías 32

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 720–701 a.C. — Avisos a Judá e a Jerusalém diante da ameaça assíria e da aliança com o Egito Escrito: c. 740–690 a.C. (tradição) · c. 740–450 a.C. (pesquisa)

Eis aí está que reinará um Rei em justiça, e dominarão os príncipes segundo o juízo. E será aquele Varão como um esconderijo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em logares secos, e como a sombra duma grande rocha em terra sedenta. E os olhos dos que veem não olharão para traz: e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos. E o coração dos imprudentes entenderá a sabedoria; e a língua dos gagos estará pronta para falar distintamente. Ao louco nunca mais se chamará liberal; e do avarento nunca mais se dirá que é generoso. Porque o louco fala louquices, e o seu coração obra a iniquidade, para usar de hipocrisia, e para falar erros contra o Senhor, para deixar vazia a alma do faminto, e fazer com que o sedento venha a ter falta de beber. Também todos os instrumentos do avarento são maus: ele maquina invenções malignas, para destruir os aflitos com palavras falsas, como também ao juízo, quando o pobre chega a falar. Mas o liberal projeta liberalidade, e pela liberalidade está em pé. Levantai-vos, mulheres que estais em repouso, e ouvi a minha voz: e vós, filhas, que estais tão seguras, inclinai os ouvidos às minhas palavras. Muitos dias de mais do ano vireis a ser turbadas, ó filhas que estais tão seguras; porque a vindima se acabará, e a colheita não virá. Tremei vós que estais em repouso, e turbai-vos vós, filhas, que estais tão seguras: despi-vos, e ponde-vos nuas, e cingi com saco os vossos lombos. Lamentar-se-há sobre os peitos, sobre os campos desejáveis, e sobre as vides frutuosas. Sobre a terra do meu povo virão espinheiros e sarças; como também sobre todas as casas de alegria, na cidade que anda pulando de prazer. Porque o palácio será desamparado, o arruído da cidade cessará: e Ofel e as torres da guarda servirão de cavernas eternamente, para alegria dos jumentos monteses, e para pasto dos gados; Até que se derrame sobre nós o espírito do alto: então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque. E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança, para sempre. E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em logares quietos de descanso. Mas, descendo ao bosque, saraivará e a cidade se abaixará inteiramente. Bem-aventurados vós os que semeais sobre todas as águas: e para lá enviais o pé do boi e do jumento.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).