Pular para o conteúdo

Eclesiastes 1

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 970–930 a.C. — O Pregador reflete sobre o sentido da vida; a tradição o associa a Salomão · datas incertas Escrito: c. 970–930 a.C. (tradição) · c. 450–180 a.C. (pesquisa)
A vaidade de todas as coisas terrestres

Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém: Vaidade de vaidades! diz o pregador, vaidade de vaidades! é tudo vaidade. Que vantagem tem o homem, de todo o seu trabalho, que ele trabalha debaixo do sol? Uma geração vai, e outra geração vem; porém a terra para sempre permanece. E nasce o sol, e põe-se o sol, e aspira ao seu logar donde nasceu. Vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta o vento sobre os seus giros. Todos os ribeiros vão para o mar, e contudo o mar não se enche: para o logar para onde os ribeiros vão, para ali tornam eles a ir. Todas estas coisas se cansam tanto, que ninguém o pode declarar: os olhos se não fartam de ver, nem se enchem os ouvidos de ouvir. O que foi isso é o que há de ser; e o que se fez isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol. Há alguma coisa de que se possa dizer: Vês isto, é novo? já foi nos seculos passados, que foram antes de nós. Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, nos que hão de ser depois. Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém. E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu: esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar. Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito. Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode contar. Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e aumentei em sabedoria, sobre todos os que houve antes de mim em Jerusalém: e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e a ciência. E apliquei o meu coração a entender a sabedoria e a ciência, os desvarios e as doidices, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que se aumenta em ciência, acrescenta o trabalho.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).