Zacarias 11
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911
Abre, ó Líbano, as tuas portas para que o fogo consuma os cedros. Uivai, ó faias, porque os teus cedros caíram, porque estas excelentes árvores são destruídas; uivai, ó carvalhos de Basã, porque o bosque forte é derribado. Voz de uivo dos pastores se ouviu, porque a sua glória é destruída: voz de bramido dos filhos de leões, porque foi destruída a soberba do Jordão. Assim diz o Senhor meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança, Cujos possuidores as matam, e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque hei enriquecido, e os seus pastores não têm piedade delas. Certamente não terei piedade mais dos moradores desta terra, diz o Senhor, mas, eis que entregarei os homens cada um na mão do seu companheiro e na mão do seu rei, e esmiuçarão a terra, e eu não os livrarei da sua mão. E eu apascentei as ovelhas da matança, porquanto são ovelhas coitadas; e tomei para mim duas varas, a uma das quais chamei Suavidade, e à outra chamei Conjuntadores, e apascentei as ovelhas. E destruí os teus pastores num mesmo mês, porque se angustiou deles a minha alma, e também a sua alma teve fastio de mim. E eu disse: Não vos apascentarei mais: o que morrer morra, e o que for destruído seja, e as que restarem comam cada uma a carne da sua companheira. E tomei a minha vara Suavidade, e a quebrei, para desfazer o meu concerto, que tinha estabelecido com todos estes povos. E foi desfeito naquele dia, e conheceram assim os pobres do rebanho que me aguardavam que isto era palavra do Senhor. Porque eu lhes tinha dito: Se parece bem aos vossos olhos, dai-me a minha soldada, e, se não, deixai-vos disso. E pesaram a minha soldada, trinta moedas de prata. O Senhor pois me disse: Arroja-a ao oleiro, belo preço em que fui apreçado por eles. E tomei as trinta moedas de prata, e as arrojei, na casa do Senhor, ao oleiro. Então quebrei a minha segunda vara Conjuntadores, para romper a irmandade entre Judá e Israel. E o Senhor me disse: Toma ainda para ti o instrumento de um pastor insensato. Porque, eis que levantarei um pastor na terra, que não visitará as perdidas, não buscará a desgarrada, e não sarará a quebrada, nem apascentará a sã; mas comerá a carne da gorda, e lhe despedaçará as unhas. Ai do pastor de nada, que abandona o rebanho; a espada cairá sobre o seu braço e sobre o seu olho direito; o seu braço sem falta se secará, e o seu olho direito sem falta se escurecerá.
Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).