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Salmo 74

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 1010–450 a.C. — Salmos de Asafe · datas incertas Escrito: c. 1010–970 a.C. (tradição) · c. 1000–200 a.C. (pesquisa)
A assolação do santuário, e a súplica para que se lembrasse do seu povo aflito
Maschil de Asafe.

Ó Deus, porque nos rejeitaste para sempre? Porque se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto? Lembra-te da tua congregação que compraste desde a antiguidade, da vara da tua herança que remiste, este monte de Sião, em que habitaste. Levanta os teus pés para as perpétuas assolações, para tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário. Os teus inimigos bramam no meio das tuas sinagogas; põem nelas as suas insignias por sinais. Cada qual se fez afamado, conforme levantara o machado contra a espessura do arvoredo. Mas agora toda a obra entalhada por uma vez quebram com machados e martelos. Lançaram fogo no teu santuário; profanaram, derribando-a até ao chão, a morada do teu nome. Disseram nos seus corações: Despojemo-los duma vez. Queimaram todas as sinagogas de Deus na terra. Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta: nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará. Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre? Porque retiras a tua mão, a saber, a tua destra? tira-a de dentro do teu seio, e consome-os. Todavia Deus é o meu Rei desde a antiguidade, obrando a salvação no meio da terra. Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste as cabeças dos dragões nas águas. Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto. Fendeste a fonte e o ribeiro: secaste os rios impetuosos. Teu é o dia e tua é a noite: preparaste a luz e o sol. Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno tu os formaste. Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao Senhor, e que um povo louco blasfemou o teu nome. Não entregues às feras a alma da tua rola: não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos. Atende ao teu concerto; pois os logares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade. Oh, não volte envergonhado o oprimido: louvem o teu nome o aflito e o necessitado. Levanta-te, ó Deus, pleiteia a sua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia. Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos: o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).