Salmo 55
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911
Inclina ó Deus os teus ouvidos à minha oração, e não te escondas da minha súplica. Atende-me, e ouve-me: lamento na minha queixa, e faço ruído, Pelo clamor do inimigo e por causa da opressão do ímpio: pois lançou sobre mim a iniquidade, e com furor me aborrecem. O meu coração está dolorido dentro de mim, e terrores da morte caíram sobre mim. Temor e tremor vieram sobre mim; e o horror me cobriu. Pelo que disse: Oh! quem me dera azas como de pomba! porque então voaria, e estaria em descanso. Eis que fugiria para longe, e pernoitaria no deserto (Selá). Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade. Despedaça, Senhor, e divide as suas línguas, pois tenho visto violência e contenda na cidade. De dia e de noite a cercam sobre os seus muros; iniquidade e malícia estão no meio dela. Maldade há dentro dela: astúcia e engano não se apartam das suas ruas. Pois não era um inimigo que me afrontava: então eu o houvera suportado: nem era o que me aborrecia que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido. Mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu intimo amigo. Consultavamos juntos suavemente, e andávamos em companhia na casa de Deus. A morte os assalte, e vivos desçam ao inferno; porque há maldade nas suas habitações e no meio deles. Porém eu invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. De tarde e de manhã e ao meio dia orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz. Livrou em paz a minha alma da peleja que havia contra mim; pois havia muitos comigo. Deus ouvirá, e os afligirá, Aquele que preside desde a antiguidade (Selá), porque não há neles nenhuma mudança, e portanto não temem a Deus. Ele pôs as suas mãos naqueles que têm paz com ele: quebrou a sua aliança. As palavras da sua boca eram mais macias do que a manteiga, mas havia guerra no seu coração: as suas palavras eram mais brandas do que o azeite; contudo, eram espadas nuas. Lança a tua carga sobre o Senhor, e ele te susterá: não permitirá nunca que o justo seja abalado. Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de fraude não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.
Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).