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Salmo 44

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 1010–450 a.C. — Salmos dos filhos de Corá · datas incertas Escrito: c. 1010–970 a.C. (tradição) · c. 1000–200 a.C. (pesquisa)
O povo de Deus recorda os favores antigos, e roga o livramento dos males presentes
Maschil para o cantor-mor, entre os filhos de Corá.

Ó Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade. Como expeliste as nações com a tua mão e os plantaste a eles: como afligiste os povos e os derribaste. Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua destra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles. Tu és o meu Rei, ó Deus: ordena salvações para Jacó. Por ti escornearemos os nossos inimigos: pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós: Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará. Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos, e confundiste os que nos aborreciam. Em Deus nos gloriamos todo o dia, e louvamos o teu nome eternamente (Selá). Mas agora tu nos rejeitaste e nos confundiste, e não sais com os nossos exércitos. Faze-nos retirar do inimigo, e aqueles que nos odeiam nos saqueiam para si. Tu nos entregaste como ovelhas para comer, e nos espalhaste entre as nações. Tu vendes por nada o teu povo, e não aumentas a tua riqueza com o seu preço. Tu nos pões por opróbrio aos nossos vizinhos, por escárnio e zombaria de aqueles que estão à roda de nós. Tu nos pões por provérbio entre as nações, por movimento de cabeça entre os povos. A minha confusão está constantemente diante de mim, e a vergonha do meu rosto me cobre: À voz daquele que afronta e blasfema, por causa do inimigo e do vingador. Tudo isto nos sobreveio: contudo não nos esquecemos de ti, nem nos houvemos falsamente contra o teu concerto. O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram das tuas veredas; Ainda que nos quebrantaste num logar de dragões, e nos cobriste com a sombra da morte. Se nós esquecemos o nome do nosso Deus, e estendemos as nossas mãos para um deus estranho, Porventura não esquadrinhará Deus isso? pois ele sabe os segredos do coração. Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia: somos tidos na conta de ovelhas para o matadouro. Desperta, porque dormes, Senhor? acorda, não nos rejeites para sempre. Porque escondes a tua face, e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão? Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso ventre se apega à terra. Levanta-te em nosso auxílio, e resgata-nos por amor das tuas misericórdias.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).