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Provérbios 4

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 970–930 a.C. — Provérbios atribuídos a Salomão · datas incertas Escrito: c. 970–686 a.C. (tradição) · c. 950–300 a.C. (pesquisa)
Exortação a adquirir a Sabedoria e apartar-se do caminho dos ímpios

Ouvi, filhos, a correção do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência. Pois dou-vos boa doutrina: não deixeis a minha lei. Porque eu era filho de meu pai: tenro, e único diante de minha mãe. E ele ensinava-me, e dizia-me: Retenha as minhas palavras o teu coração: guarda os meus mandamentos, e vive. Adquire a sabedoria, adquire a inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca. Não a desampares, e ela te guardará: ama-a, e ela se te conservará. O princípio da sabedoria é adquirir a sabedoria: adquire pois a sabedoria, e com toda a tua possessão adquire o entendimento. Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará. Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará. Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida. No caminho da sabedoria te ensinei, e pelas carreiras direitas te fiz andar. Por elas andando, não se estreitarão os teus passos; e, se correres, não tropeçarás. Pega-te à correção e não a largues: guarda-a, porque ela é a tua vida. Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus. Rejeita-o; não passes por ele: desvia-te dele e passa de largo. Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem tropeçar alguém. Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho das violências. Porém a vereda dos justos é como a luz resplandecente que vai adiante e alumia até ao dia perfeito. O caminho dos ímpios é como a escuridão: nem sabem em que tropeçarão. Filho meu, atenta para as minhas palavras: às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos: guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida. Desvia de ti a tortuosidade da boca, e alonga de ti a perversidade dos beiços. Os teus olhos olhem direitos, e as tuas pálpebras olhem diretamente diante de ti. Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados! Não declines nem para a direita nem para a esquerda: retira o teu pé do mal.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).