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Provérbios 16

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 970–930 a.C. — Provérbios atribuídos a Salomão · datas incertas Escrito: c. 970–686 a.C. (tradição) · c. 950–300 a.C. (pesquisa)

Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da boca. Todos os caminhos do homem são limpos aos seus olhos, mas o Senhor pesa os espíritos. Confia do Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. O Senhor fez todas as coisas para si, para os seus próprios fins, e até ao ímpio para o dia do mal. Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração: ainda que ele junte mão à mão, não será inocente. Pela misericórdia e pela fidelidade se expia a iniquidade, e pelo temor do Senhor os homens se desviam do mal. Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele. Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de colheita com injustiça. O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. Adivinhação se acha nos lábios do rei: em juízo não prevaricará a sua boca. O peso e a balança justa são do Senhor: obra sua são todos os pesos da bolsa. Abominação é para os reis obrarem impiedade, porque com justiça se estabelece o trono. Os lábios de justiça são o contentamento dos reis, e eles amarão ao que fala coisas retas. O furor do rei é como uns mensageiros da morte, mas o homem sábio o apaziguará. Na luz do rosto do rei está a vida, e a sua benevolência é como a nuvem da chuva serôdia. Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! e quanto mais excelente adquirir a prudência do que a prata! A carreira dos retos é desviar-se do mal; o que guarda a sua alma conserva o seu caminho. A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda. Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o despojo com os soberbos. O que atenta prudentemente para a palavra achará o bem, e o que confia no Senhor será bem-aventurado. O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino. O entendimento, para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia. O coração do sábio instrue a sua boca, e sobre os seus lábios aumentará a doutrina. Favo de mel são as palavras suaves, doces para a alma, e saúde para os ossos. Há caminho, que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte. O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o insta. O homem de Belial cava o mal, e nos seus lábios se acha como um fogo ardente. O homem perverso levanta a contenda, e o murmurador separa os maiores amigos. O homem violento persuade ao seu companheiro, e o guia por caminho não bom. Fecha os olhos para imaginar perversidades; mordendo os lábios, efetua o mal. Coroa de honra são as cãs, achando-se elas no caminho de justiça. Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade. A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda a sua disposição.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).