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Marcos 4

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 28–30 d.C. — Parábolas e a tempestade acalmada Escrito: c. 55–70 d.C. (tradição) · c. 65–75 d.C. (pesquisa)
A parábola do semeador

Mat. 13.1-23

E outra vez começou a ensinar junto do mar, e juntou-se a ele uma grande multidão, de sorte que ele, entrando em um barco, se assentou dentro, no mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar. E ensinava-lhes muitas coisas, e lhes dizia na sua doutrina: Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear; E aconteceu que, semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram; E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto. E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. E ele disse-lhes: A vós é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os seus pecados. E disse-lhes: Não sabeis esta parábola? como pois entendereis todas as parábolas? O que semeia, semeia a palavra; E os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. E da mesma sorte os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem, Mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra, Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera. E os que recebem a semente em boa terra, são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um trinta, outro sessenta, outro cem.

A parábola da candeia

Luc. 8.16-18

E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não vem antes para se colocar no velador? Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes ser-vos-há medido, e ser-vos-há acrescentado. Porque ao que tem, ser-lhe-há dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.

A parábola da semente

E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra, E dormisse, e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, e por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa.

A parábola do grão de mostarda

Mat. 13.31, 32

E dizia: A que assimilharemos o reino de Deus? ou com que parábola o compararemos? É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a mais pequena de todas as sementes que há na terra; Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra. E com muitas parábolas tais lhes falava a palavra, segundo o que podiam ouvir. E sem parábolas nunca lhes falava; porém tudo declarava em particular aos seus discípulos.

Jesus apazigua a tempestade

E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra banda. E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava no barco; e havia também com ele outros barquinhos. E levantou-se uma grande tempestade de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. E ele estava na popa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, e disseram-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. E disse-lhes: Porque sois tão tímidos? Porque não tendes fé? E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).