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Jeremias 5

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 627–609 a.C. — Vocação de Jeremias e primeiras mensagens no reinado de Josias Escrito: c. 627–580 a.C. (tradição) · c. 627–500 a.C. (pesquisa)

Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora; e informai-vos, e buscai pelas suas praças, a ver se achais alguém, ou se há algum que faça juízo ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela. E ainda que digam: Vive o Senhor, contudo falsamente juram. Ah Senhor, porventura os teus olhos não atentam para a verdade? feriste-os, e não lhes doeu: consumiste-os, e não quiseram receber castigo: endureceram as suas faces mais do que uma rocha; não quiseram voltar. Eu, porém, disse: Deveras pobres são estes: estão enlouquecidos; pois não sabem o caminho do Senhor, o juízo do seu Deus. Irei aos grandes, e falarei com eles; porque eles sabem o caminho do Senhor, o juízo do seu Deus; porém estes juntamente quebrantaram o jugo, e romperam as ataduras. Por isso um leão do bosque os feriu, um lobo dos desertos os assolará; um leopardo vigia contra as suas cidades: qualquer que sair delas será despedaçado; porque as suas transgressões se multiplicaram, multiplicaram-se as suas apostasias. Como, vendo isto, te perdoaria? teus filhos me deixam a mim e juram pelos que não são deuses: quando os fartei, então adulteraram, e em casa de meretriz se ajuntaram em tropas. Como cavalos bem fartos, levantam-se pela manhã, rinchando cada um à mulher do seu companheiro. Porventura não faria visitação por estas coisas, diz o Senhor, ou não se vingaria a minha alma de uma nação como esta? Subi aos seus muros, e destruí-os (porém não façais uma destruição final); tirai as suas ameias; porque não são do Senhor. Porque aleivosissimamente se houveram contra mim a casa de Israel e a casa de Judá, diz o Senhor. Negam ao Senhor, e dizem: Não é Ele: e; Nem nos sobrevirá mal, nem veremos espada nem fome. E até os profetas pararão em vento, porque a palavra não está com eles: assim lhes sucederá a eles mesmos. Portanto assim diz o Senhor, o Deus dos Exércitos: Porquanto falaste tal palavra, eis que converterei as minhas palavras na tua boca em fogo, e a este povo em lenha, e os consumirá. Eis que trarei sobre vós uma nação de longe, ó casa de Israel, diz o Senhor: é uma nação robusta, é uma nação antiquíssima, uma nação cuja língua ignorarás, e não entenderás o que ela falar. A sua aljava é como uma sepultura aberta: todos eles são valentes. E comerão a tua sega e o teu pão, que haviam de comer teus filhos e tuas filhas; comerão as tuas ovelhas e as tuas vacas; comerão a tua vide e a tua figueira: as tuas cidades fortes, em que confiavas, empobrecerão à espada. Contudo, ainda naqueles dias, diz o Senhor, não farei de vós uma destruição final. E sucederá que, quando disserdes: Porque nos fez o Senhor nosso Deus todas estas coisas? então lhes dirás: Como vós me deixastes, e servistes a deuses estranhos na vossa terra, assim servireis a estrangeiros, em terra que não é vossa. Anunciai isto na casa de Jacó, e fazei-o ouvir em Judá, dizendo: Ouvi agora isto, ó povo louco, e sem coração, que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvidos e não ouvis. Porventura me não temereis a mim? diz o Senhor; não temereis diante de mim, que pus a areia por limite ao mar, por ordenança eterna, a qual não traspassará? ainda que se levantem as suas ondas, contudo não prevalecerão; ainda que bramam, contudo não a traspassarão. Porém este povo é de coração rebelde e pertinaz: já se rebelaram e se retiram. E não dizem no seu coração: Temamos agora ao Senhor nosso Deus, que dá chuva, a temporã e a tardia, ao seu tempo; e as semanas determinadas da sega nos conserva. As vossas iniquidades desviam estas coisas, e os vossos pecados apartam de vós o bem. Porque ímpios se acham entre o meu povo: cada um anda espiando, como se acaçapam os passarinheiros; armam laços perniciosos, com que prendem os homens. Como a gaiola está cheia de pássaros, assim estão cheias as suas casas de engano; por isso se engrandeceram, e enriqueceram. Engordam-se, alisam-se, e sobrepujam até os feitos dos malignos; não julgam a causa do órfão; todavia prosperam: nem julgam o direito dos necessitados. Porventura sobre estas coisas não faria visitação? diz o Senhor; não se vingaria a minha alma duma nação como esta? Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja: mas que fareis ao fim disto?

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).