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Gênesis 6

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. Sem data certa — Noé, o dilúvio e a aliança depois dele Escrito: c. 1446–1406 a.C. (tradição) · c. 600–450 a.C. (pesquisa)
A corrupção geral do gênero humano

E aconteceu que, como os homens se começaram a multiplicar sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas; Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne: porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens, e delas geraram filhos: estes eram os valentes que houve na antiguidade, os varões de fama. E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pezou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé porém achou graça aos olhos do Senhor. Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas gerações: Noé andava com Deus. E gerou Noé três filhos: Sem, Cão, e Jafé. A terra porém estava corrompida diante da face de Deus: e encheu-se a terra de violência. E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra.

Deus anuncia o dilúvio a Noé

Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. Faze para ti uma arca da madeira de Gofer: farás compartimentos na arca, e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-has andares baixos, segundos e terceiros. Porque eis que Eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus: tudo o que há na terra expirará. Mas contigo estabelecerei o meu pacto; e entrarás na arca tu e os teus filhos, e a tua mulher, e as mulheres de teus filhos contigo. E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, meterás na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão. Das aves conforme a sua espécie, e das bestas conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida. E tu toma para ti de toda a comida que se come, e ajunta-a para ti; e te será para mantimento para ti e para eles. Assim fez Noé: conforme a tudo o que Deus lhe mandou, assim o fez.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).