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Gênesis 14

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 2100–1800 a.C. — Abrão deixa Harã rumo a Canaã, vai ao Egito e resgata Ló · datas incertas Escrito: c. 1446–1406 a.C. (tradição) · c. 600–450 a.C. (pesquisa)
Guerra de quatro reis contra cinco

E aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goiim, Que estes fizeram guerra a Bera, rei de Sodoma, a Birsa, rei de Gomorra, a Sinabe, rei de Admá, e a Semeber, rei de Zeboim, e ao rei de Belá (esta é Zoar). Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o mar de sal). Doze anos haviam servido a Quedorlaomer, mas ao décimo terceiro ano rebelaram-se. E ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer, e os reis que estavam com ele, e feriram aos Refains em Asterote-Carnaim, e aos Zuzins em Ham, e aos Emins em Savé-Quiriataim, E aos Horeus no seu monte Seir, até à campina de Parã, que está junto ao deserto. Depois tornaram e vieram a En-Mispate (que é Cades), e feriram toda a terra dos Amalequitas, e também os Amoreos, que habitavam em Hazazom-Tamar. Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Zoar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim, Contra Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goiim, e Anrafel, rei de Sinear, e Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco. E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume: e fugiram os reis de Sodoma, e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte. E tomaram toda a fazenda de Sodoma, e de Gomorra, e todo o seu mantimento, e foram-se.

Ló é levado cativo

Também tomaram a Ló, que habitava em Sodoma, filho do irmão de Abrão, e a sua fazenda, e foram-se. Então veio um que escapara, e o contou a Abrão, o Hebreu: ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o Amoreo, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão. Ouvindo pois Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. E tornou a trazer toda a fazenda, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e a sua fazenda, e também as mulheres, e o povo. E o rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro (depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele) até ao vale de Savé, que é o vale do rei.

Melquisedeque abençoa Abrão

E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho: e era este sacerdote do Deus altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão de Deus altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E deu-lhe o dízimo de tudo. E o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as almas, e a fazenda toma para ti. Abrão, porém, disse ao rei de Sodoma: Levantei minha mão ao Senhor, o Deus altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra, Que desde um fio até à correia de um sapato, não tomarei coisa alguma de tudo o que é teu: para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; Salvo tão somente o que os mancebos comeram, e a parte que toca aos varões que comigo foram, Aner, Escol, e Manre; estes que tomem a sua parte.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).