Ezequiel 7
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911
Depois veio a palavra do Senhor a mim, dizendo: E tu, ó filho do homem, assim diz o Senhor JEOVÁ acerca da terra de Israel: Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra. Agora vem o fim sobre ti, porque enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei conforme os teus caminhos, e trarei sobre ti todas as tuas abominações. E não te poupará o meu olho, nem me apiedarei de ti, mas porei sobre ti os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti: e sabereis que eu sou o Senhor. Assim diz o Senhor Jeová: Um mal, eis que um só mal vem. Vem o fim, o fim vem, despertou-se contra ti; eis que vem. Vem a manhã a ti, ó habitador da terra. Vem o tempo; chegado é o dia da turbação, e não há eco nos montes. Agora depressa derramarei o meu furor sobre ti, e cumprirei a minha ira contra ti, e te julgarei conforme os teus caminhos, e porei sobre ti todas as tuas abominações. E não te poupará o meu olho, nem me apiedarei de ti; conforme os teus caminhos carregarei sobre ti, e as tuas abominações estarão no meio de ti; e sabereis que eu sou o Senhor, que firo. Eis aqui o dia, eis que vem; já saiu a manhã, já floresceu a vara, já reverdeceu a soberba. A violência se levantou para vara de impiedade: nada restará deles, nem da sua multidão, nem do seu arruído, nem haverá lamentação por eles. Vem o tempo, já é chegado o dia; o que compra não se alegre, e o que vende não se entristeça: porque a ira ardente está sobre toda a multidão deles. Porque o que vende não tornará a possuir o que vendeu, ainda que a vida deles estivesse entre os viventes; porque a visão não tornará para traz sobre toda a sua multidão; nem ninguém esforçará a sua vida com a sua iniquidade. Já tocaram a trombeta, e tudo prepararam, porém não há quem vá à peleja, porque sobre toda a sua multidão está a minha ardente ira. Fora a espada, e dentro a peste e a fome: o que estiver no campo morrerá à espada, e o que estiver na cidade a fome e a peste o consumirão. E escaparão os que escaparem deles, porém estarão pelos montes, como pombas dos vales, todos gemendo, cada um por causa da sua maldade. Todas as mãos se enfraquecerão, e todos os joelhos escorrerão em águas. E se cingirão de sacos, e os cobrirá o tremor: e sobre todos os rostos haverá vergonha, e sobre todas as suas cabeças calva. A sua prata lançarão pelas ruas, e o seu ouro será como imundícia; nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia do furor do Senhor: não fartarão eles a sua alma, nem lhes encherão as entranhas, porque isto foi o tropeço da sua maldade. E a glória do seu ornamento ele a pôs em magnificência, porém fizeram nela imagens das suas abominações e coisas detestáveis: por isso eu lha tenho feito coisa imunda. E a entregarei na mão dos estranhos por preza, e aos ímpios da terra por despojo: e a profanarão. E desviarei deles o meu rosto, e profanarão o meu logar oculto; porque entrarão nele saqueadores, e o profanarão. Faze uma cadeia, porque a terra está cheia de juízo de sangue, e a cidade está cheia de violência. E farei vir os péssimos de entre as nações, e possuirão as suas casas: e farei cessar a arrogância dos valentes, e os que os santificam serão profanados. Vem a destruição, e buscarão a paz, porém não a há. Miséria sobre miséria virá, e se levantará rumor sobre rumor: então buscarão do profeta uma visão, porém do sacerdote perecerá a lei como também dos anciãos o conselho. O rei lamentará, e o príncipe se vestirá de assolação, e as mãos do povo da terra se conturbarão; conforme o seu caminho lhes farei, e com os seus juízos os julgarei; e saberão que eu sou o Senhor.
Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).