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Ester 6

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 477–470 a.C. — Mardoqueu é honrado e Hamã é condenado · datas incertas Escrito: c. 470–400 a.C. (tradição) · c. 400–150 a.C. (pesquisa)
O rei lê as crônicas e determina honrar Mardoqueu

Naquela mesma noite fugiu o sono do rei: então mandou trazer o livro das memorias das crônicas, e se leram diante do rei. E achou-se escrito que Mardoqueu tinha dado notícia de Bigtã e de Teres, dois eunucos do rei, dos da guarda da porta, que procuraram pôr as mãos no rei Assuero. Então disse o rei: Que honra e magnificência se fez por isto a Mardoqueu? E os mancebos do rei, seus servos, disseram: Coisa nenhuma se lhe fez. Então disse o rei: Quem está no páteo? E Hamã tinha entrado no páteo exterior do rei, para dizer ao rei que enforcassem a Mardoqueu na forca que lhe tinha preparado. E os mancebos do rei lhe disseram: Eis que Hamã está no páteo. E disse o rei que entrasse. E, entrando Hamã, o rei lhe disse: Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? Então Hamã disse no seu coração: De quem se agradará o rei para lhe fazer honra mais do que a mim? Pelo que disse Hamã ao rei: O homem de cuja honra o rei se agrada, Traga o vestido real de que o rei se costuma vestir, como também o cavalo em que o rei costuma andar montado, e ponha-se-lhe a coroa real na sua cabeça; E entregue-se o vestido e o cavalo, à mão dum dos príncipes do rei, dos maiores senhores, e vistam dele aquele homem de cuja honra se agrada: e levem-no a cavalo pelas ruas da cidade, e apregôe-se diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada! Então disse o rei a Hamã: Apressa-te, toma o vestido e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeo Mardoqueu, que está assentado à porta do rei; e coisa nenhuma deixes cair de tudo quanto disseste. E Hamã tomou o vestido e o cavalo, e vestiu a Mardoqueu, e o levou a cavalo pelas ruas da cidade, e apregoou diante dele: Assim se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada! Depois disto Mardoqueu voltou para a porta do rei: porém Hamã se retirou correndo a sua casa, anojado, e coberta a cabeça. E contou Hamã a Zeres, sua mulher, e a todos os seus amigos, tudo quanto lhe tinha sucedido. Então os seus sábios, e Zeres, sua mulher, lhe disseram: Se Mardoqueu, diante de quem já começaste a cair, é da semente dos judeus, não prevalecerás contra ele, antes certamente cairás perante ele. Estando eles ainda falando com ele, chegaram os eunucos do rei, e se apressaram a levar Hamã ao banquete que Ester preparara.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).