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Eclesiastes 10

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 970–930 a.C. — O Pregador reflete sobre o sentido da vida; a tradição o associa a Salomão · datas incertas Escrito: c. 970–930 a.C. (tradição) · c. 450–180 a.C. (pesquisa)
A loucura é a causa de muitas desgraças

Assim como a mosca morta faz exalar mau cheiro e evaporar o unguento do perfumador, assim o faz ao famoso em sabedoria e em honra uma pouca de estultícia. O coração do sábio está à sua destra, mas o coração do tolo está à sua esquerda. E, até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o seu entendimento e diz a todos que é tolo. Levantando-se contra ti o espírito do governador, não deixes o teu logar, porque é um remédio que aquieta grandes pecados. Ainda há um mal que vi debaixo do sol, como o erro que procede de diante do governador. Ao tolo assentam em grandes alturas, mas os ricos estão assentados na baixeza. Vi os servos a cavalo, e os príncipes que andavam a pé como servos sobre a terra. Quem cavar uma cova, cairá nela, e, quem romper um muro, uma cobra o morderá. Quem acarretar pedras, será maltratado por elas, e o que rachar lenha perigará com ela. Se estiver embotado o ferro, e não se amolar o corte, então se devem pôr mais forças: mas a sabedoria é excelente para dirigir. Se a cobra morder, não estando encantada, então remédio nenhum se espera do encantador, por mais hábil que seja. Nas palavras da boca do sábio há favor, porém os lábios do tolo o devoram. O princípio das palavras da sua boca é a estultícia, e o fim da sua boca um desvario péssimo. Bem que o tolo multiplique as palavras, não sabe o homem o que há de ser; e quem lhe fará saber o que será depois dele? O trabalho dos tolos a cada um deles fatiga, porque não sabem ir à cidade. Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança, e cujos príncipes comem de manhã. Bem-aventurada tu, ó terra, cujo rei é filho dos nobres, e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças, e não para bebedice. Pela muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa. Para rir se fazem convites, e o vinho alegra a vida, e por tudo o dinheiro responde. Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes ao rei, nem tão pouco no mais interior da tua recamara amaldiçoes ao rico: porque as aves dos céus levariam a voz, e os que têm azas dariam notícia da palavra.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).