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Cânticos 3

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 970–930 a.C. — Cântico de amor atribuído a Salomão · datas incertas Escrito: c. 970–930 a.C. (tradição) · c. 500–200 a.C. (pesquisa)

De noite busquei em minha cama a quem a minha alma ama: busquei-o, e não o achei. Levantar-me-hei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei a quem ama a minha alma: busquei-o; e não o achei. Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade: eu lhes perguntei: Vistes a quem ama a minha alma? Apartando-me eu um pouco deles, logo achei a quem ama a minha alma: agarrei-me a ele, e não o larguei, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas corças e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.

O cortejo nupcial. O esposo exprime o seu amor pela esposa

Quem é esta que sobe do deserto, como umas colunas de fumo, perfumada de mirra, de incenso, e de toda a sorte de pós do especieiro? Eis que é a cama de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel: Todos armados de espadas, destros na guerra: cada um com a sua espada à coxa por causa dos temores noturnos. O rei Salomão fez para si um talamo de madeira do Líbano. Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior coberto com o amor das filhas de Jerusalém. Saí, ó filhas de Sião, e contemplai ao rei Salomão com a coroa com que o coroou sua mãe no dia do seu desposório e no dia do júbilo do seu coração.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).