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2 Crônicas 32

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911

Cada trecho da faixa é uma época. Passe o mouse, toque ou use as setas para ver o nome e o período. O ponto cheio marca quando o episódio acontece; o anel, quando o livro foi escrito. c. 725–686 a.C. — Ezequias: purificação do templo, Páscoa e cerco de Senaqueribe Escrito: c. 450–400 a.C. (tradição) · c. 400–300 a.C. (pesquisa)
Senaqueribe invade Judá, e Deus destrói o seu exército

Depois destas coisas e desta fidelidade, veio Senaqueribe, rei de Assíria, e entrou em Judá, e acampou-se contra as cidades fortes, e intentou separá-las para si. Vendo pois Ezequias que Senaqueribe vinha, e que o seu rosto se dirigia à guerra contra Jerusalém, Teve conselho com os seus príncipes e os seus varões, para que se tapassem as fontes das águas que havia fora da cidade: e eles o ajudaram. Porque muito povo se ajuntou, que tapou todas as fontes, como também o ribeiro que se estendia pelo meio da terra, dizendo: Porque viriam os reis de Assíria, e achariam tantas águas? E ele se fortificou, e edificou todo o muro quebrado até às torres, e levantou o outro muro para fora; e fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos em abundância. E pôs oficiais de guerra sobre o povo, e ajuntou-os a si na praça da porta da cidade, e falou-lhes ao coração, dizendo: Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei de Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, porque há um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear nossas guerras. E o povo descansou nas palavras de Ezequias, rei de Judá. Depois disto Senaqueribe, rei de Assíria, enviou os seus servos a Jerusalém (ele porém estava diante de Laquis, com todo o seu domínio), a Ezequias, rei de Judá, e a todo o Judá que estava em Jerusalém, dizendo: Assim diz Senaqueribe, rei de Assíria: Em que confiais vós, que vos ficais na fortaleza em Jerusalém? Porventura não vos incita Ezequias, para morrerdes à fome e à sede, dizendo: O Senhor nosso Deus nos livrará das mãos do rei de Assíria? Não é Ezequias o mesmo que tirou os seus altos e os seus altares, e falou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante do único altar vos prostrareis, e sobre ele queimareis incenso? Não sabeis vós o que eu e meus pais fizemos a todos os povos das terras? porventura puderam de qualquer maneira os deuses das nações daquelas terras livrar a sua terra da minha mão? Qual é, de todos os deuses daquelas nações que meus pais destruíram, que pudesse livrar o seu povo da minha mão, para que vosso Deus vos possa livrar da minha mão? Agora, pois, não vos engane Ezequias, nem vos incite assim, nem lhe deis crédito; porque nenhum deus de nação alguma, nem de reino algum, pode livrar o seu povo da minha mão, nem da mão de meus pais: quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus da minha mão? Também seus servos falaram ainda mais contra o Senhor Deus, e contra Ezequias, o seu servo. Escreveu também cartas, para blasfemar do Senhor Deus de Israel, e para falar contra ele, dizendo: Assim como os deuses das nações das terras não livraram o seu povo da minha mão, assim também o Deus de Ezequias não livrará o seu povo da minha mão. E clamaram em alta voz em judaico contra o povo de Jerusalém, que estava em cima do muro, para os atemorizarem e os perturbarem, para que tomassem a cidade. E falaram do Deus de Jerusalém, como dos deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens. Porém o rei Ezequias e o profeta Isaías, filho de Amós, oraram contra isso, e clamaram ao céu. Então o Senhor enviou um anjo que destruiu a todos os varões valentes, e os príncipes, e os chefes no arraial do rei de Assíria: e tornou com vergonha de rosto à sua terra: e, entrando na casa de seu deus, os mesmos que saíram das suas entranhas, o mataram ali à espada. Assim livrou o Senhor a Ezequias, e aos moradores de Jerusalém, da mão de Senaqueribe, rei de Assíria, e da mão de todos: e de todos os lados os guiou. E muitos traziam presentes a Jerusalém ao Senhor, e coisas preciosíssimas a Ezequias, rei de Judá, de modo que depois disto foi exaltado perante os olhos de todas as nações.

Doença e morte de Ezequias

Naqueles dias Ezequias adoeceu de morte; e orou ao Senhor, o qual lhe falou, e lhe deu um sinal. Mas não correspondeu Ezequias ao benefício que se lhe fez; porque o seu coração se exaltou; pelo que veio grande indignação sobre ele, e sobre Judá e Jerusalém. Ezequias, porém, se humilhou pela exaltação do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém: e a grande indignação do Senhor não veio sobre eles, nos dias de Ezequias. E teve Ezequias riquezas e glória em grande abundância: e fez-se tesouros de prata, e de ouro, e de pedras preciosas, e de especiarias, e de escudos, e de todo o aviamento que se podia desejar. Também armazéns para a colheita do trigo, e do mosto, e do azeite; e estrebarias para toda a casta de animais, e currais para os rebanhos. Fez-se também cidades, e possessões de ovelhas e vacas em abundância: porque Deus lhe tinha dado muitíssima fazenda. Também o mesmo Ezequias tapou o manancial superior das águas de Giom, e as fez correr por baixo para o ocidente da cidade de Davi: porque Ezequias prosperou em toda a sua obra. Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que foram enviados a ele, a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração. Quanto ao resto dos sucessos de Ezequias, e as suas beneficências, eis que estão escritos na visão do profeta Isaías, filho de Amós, e no livro dos reis de Judá e de Israel. E dormiu Ezequias com seus pais, e o sepultaram no mais alto dos sepulcros dos filhos de Davi; e todo o Judá e os habitantes de Jerusalém lhe fizeram honras na sua morte: e Manassés, seu filho, reinou em seu logar.

Almeida 1911 — Ortografia atualizada. Edição © 2026 Concordância. Atualização ortográfica feita pela Concordância, com auxílio de IA e revisão. Texto-base: Almeida, Edição Revista e Corrigida (1900/1911), domínio público; transcrição do Projeto Gutenberg (#62383).