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Job 7

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, 포르투갈어

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. No certain date — Jó e os três amigos dialogam sobre o sofrimento Written: c. 1450–1000 BC (tradition) · c. 600–400 BC (scholarship)

Porventura não tem o homem guerra sobre a terra? e não são os seus dias como os dias do jornaleiro? Como o cervo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga, Assim me deram por herança meses de vaidade: e noites de trabalho me prepararam. Deitando-me a dormir, então digo, Quando me levantarei? mas comprida é a noite, e farto-me de me voltar na cama até à alva. A minha carne se tem vestido de bichos e de torrões de pó: a minha pele está gretada, e se fez abominável. Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e pereceram sem esperança. Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem. Os olhos dos que agora me veem não me verão mais: os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais. Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o seu logar jamais o conhecerá. Por isso não reprimirei a minha boca: falarei na angústia do meu espírito; queixar-me-hei na amargura da minha alma. Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda? Dizendo eu: Consolar-me-há a minha cama: meu leito aliviará a minha ânsia; Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras: Pelo que a minha alma escolheria antes a estrangulação: e antes a morte do que a vida. A minha vida abomino, pois não viveria para sempre: retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias. Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele o teu coração, E cada manhã o visites, e cada momento o proves? Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula o meu cuspo? Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? porque fizeste de mim um alvo para ti por tropeço, para que a mim mesmo me seja pesado? E porque me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? porque agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).