Exodus 4
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, 포르투갈어
Então respondeu Moisés, e disse: Mas eis que me não crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu. E o Senhor disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara. E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se em cobra: e Moisés fugia dela. Então disse o Senhor a Moisés: Estende a tua mão, e pega-lhe pela cauda, E estendeu sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão, Para que creiam que te apareceu o Senhor, Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E disse-lhe mais o Senhor: Mete agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve. E disse: Torna a meter a tua mão no teu seio. E tornou a meter sua mão no seu seio: depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como a sua outra carne. E acontecerá que, se eles te não crerem, nem ouvirem a voz do primeiro sinal, crerão a voz do derradeiro sinal; E se acontecer que ainda não creiam a estes dois sinais, nem ouvirem a tua voz, tomarás das águas do rio, e as derramarás na terra seca: e as águas, que tomarás do rio, tornar-se-hão em sangue sobre a terra seca. Então disse Moisés ao Senhor: Ah Senhor! eu não sou homem que bem fala, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca, e pesado de língua. E disse-lhe o Senhor: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? não sou eu, o Senhor? Vai pois agora, e eu serei com a tua boca, e te ensinarei o que has de falar. Ele porém disse: Ah Senhor! envia pela mão daquele a quem tu has de enviar. Então se acendeu a ira do Senhor contra Moisés, e disse: Não é Arão, o levita, teu irmão? eu sei que ele falará muito bem: e eis que ele também sai ao teu encontro; e, vendo-te, se alegrará em seu coração. E tu lhe falarás, e porás as palavras na sua boca: e eu serei com a tua boca, e com a sua boca, ensinando-vos o que haveis de fazer. E ele falará por ti ao povo: e acontecerá que ele te será por boca, e tu lhe serás por Deus. Toma pois esta vara na tua mão, com que farás os sinais.
Então foi-se Moisés, e voltou para Jetro seu sogro, e disse-lhe; Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse pois Jetro a Moisés: Vai em paz. Disse também o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque todos os que buscavam a tua alma morreram. Tomou pois Moisés sua mulher e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou-se à terra do Egito; e Moisés tomou a vara de Deus na sua mão. E disse o Senhor a Moisés: Quando fores tornado ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão: mas eu endurecerei o seu coração, para que não deixe ir o povo. Então dirás a Faraó: Assim diz o Senhor: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu filho, para que me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir: eis que eu matarei a teu filho, o teu primogênito. E aconteceu no caminho, numa estalagem, que o Senhor o encontrou, e o quis matar. Então Zípora tomou uma pedra aguda, e circuncidou o prepúcio de seu filho, e o lançou a seus pés, e disse: Certamente me és um esposo sanguinário. E desviou-se dele. Então ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão. Disse também o Senhor a Arão: Vai ao encontro de Moisés ao deserto. E ele foi, encontrou-o no monte de Deus, e beijou-o. E denunciou Moisés a Arão todas as palavras do Senhor, que o enviara, e todos os sinais que lhe mandara. Então foram Moisés e Arão, e ajuntaram todos os anciãos dos filhos de Israel. E Arão falou todas as palavras que o Senhor falara a Moisés, e fez os sinais perante os olhos do povo, E o povo creu, e ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição: e inclinaram-se, e adoraram.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).