Ecclesiastes 5
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, 포르투갈어
Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu estás sobre a terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras. Porque, da muita ocupação vem os sonhos, e a voz do tolo da multidão das palavras. Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos: o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votes e não pagues. Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem digas diante do anjo que foi erro: por que causa se iraria Deus contra a tua voz, que destruísse a obra das tuas mãos? Porque, como na multidão dos sonhos há vaidades, assim o há nas muitas palavras: mas tu teme a Deus. Se vires em alguma província opressão de pobres, e violência do juízo e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que mais alto é do que os altos nisso atenta; e há mais altos do que eles. O proveito da terra é para todos: até o rei se serve do campo. O que amar o dinheiro nunca se fartará do dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda: também isto é vaidade. Onde a fazenda se multiplica, ali se multiplicam também os que a comem: que mais proveito pois têm os seus donos do que verem-na com os seus olhos? Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; porém a fartura do rico não o deixa dormir. Há mal que vi debaixo do sol, e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio mal; Porque as mesmas riquezas se perdem com enfadonhas ocupações, e gerando algum filho nada lhe fica na sua mão. Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu se tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. Assim que também isto é um mal que atrai enfermidades, que, infalivelmente, como veio, assim se vai: e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento, E de haver comido todos os seus dias nas trevas, e de padecer muito enfado, e enfermidade, e cruel furor? Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: comer e beber, e gozar-se do bem de todo o seu trabalho, em que trabalhou debaixo do sol, durante o número dos dias da sua vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção. E todo o homem, a quem Deus deu riquezas e fazenda, e lhe deu poder para comer delas, e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho: isto é dom de Deus. Porque não se lembrará muito dos dias da sua vida; porquanto Deus lhe responde com alegria do seu coração.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).