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Judges 7

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Portugiesisch

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 1200–1100 BC — Gideão e Midiã · uncertain dates Written: c. 1050–1000 BC (tradition) · c. 650–550 BC (scholarship)
Gideão com trezentos homens vence os midianitas

Então Jerubaal (que é Gideão) se levantou de madrugada, e todo o povo que com ele havia, e se acamparam junto à fonte de Harod; de maneira que tinha o arraial dos midianitas para o norte, pelo outeiro de Moré no vale. E disse o Senhor a Gideão: Muito é o povo que está contigo, para eu dar aos midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra mim, dizendo: A minha mão me livrou. Agora pois apregoa aos ouvidos do povo, dizendo: Quem for cobarde e medroso, volte, e vá-se apressadamente das montanhas de Gileade. Então voltaram do povo vinte e dois mil, e dez mil ficaram. E disse o Senhor a Gideão: Ainda muito povo há; faze-os descer às águas, e ali tos provarei: e será que, daquele de que eu te disser: Este irá contigo, esse contigo irá; porém de todo aquele, de que eu te disser: Este não irá contigo, esse não irá. E fez descer o povo às águas. Então o Senhor disse a Gideão: Qualquer que lamber as águas com a sua língua, como as lambe o cão, esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos a beber. E foi o número dos que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; e todo o resto do povo se abaixou de joelhos a beber as águas. E disse o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; pelo que toda a outra gente se vá cada um ao seu logar. E o povo tomou na sua mão a provisão e as suas buzinas, e enviou a todos os outros homens de Israel cada um à sua tenda, porém os trezentos homens reteve: e estava o arraial dos midianitas abaixo no vale. E sucedeu que, naquela mesma noite, o Senhor lhe disse: Levanta-te, e desce ao arraial, porque o tenho dado na tua mão. E, se ainda temes descer, desce tu e teu moço Pura ao arraial; E ouvirás o que dizem, e então se esforçarão as tuas mãos e descerás ao arraial. Então desceu ele com o seu moço Pura até ao extremo das sentinelas que estavam no arraial. E os midianitas, e amalequitas, e todos os filhos do oriente jaziam no vale como gafanhotos em multidão: e eram inumeráveis os seus camelos, como a areia que há na praia do mar em multidão. Chegando pois Gideão, eis que estava contando um homem ao seu companheiro um sonho, e dizia: Eis que um sonho sonhei, eis que um pão de cevada torrado rodava pelo arraial dos midianitas, e chegava até às tendas, e as feriu, e caíram, e as transtornou de cima para baixo; e ficaram abatidas. E respondeu o seu companheiro, e disse: Não é isto outra coisa, senão a espada de Gideão, filho de Joás, varão israelita. Deus tem dado na sua mão aos midianitas, e a todo este arraial. E sucedeu que, ouvindo Gideão a narração deste sonho, e a sua explicação, adorou: e tornou ao arraial de Israel, e disse: Levantai-vos, porque o Senhor tem dado o arraial dos midianitas nas vossas mãos. Então repartiu os trezentos homens em três esquadrões: e deu-lhes a cada um nas suas mãos buzinas, e cântaros vazios, com tochas neles acesas. E disse-lhes: Olhai para mim, e fazei como eu fizer: e eis que chegando eu ao extremo do arraial, será que, como eu fizer, assim fareis vós. Tocando eu e todos os que comigo estiverem a buzina, então também vós tocareis a buzina ao redor de todo o arraial, e direis: Pelo Senhor, e Gideão. Chegou pois Gideão, e os cem homens que com ele iam, ao extremo do arraial, ao princípio da guarda da meia noite, havendo-se já posto as guardas: e tocaram as buzinas, e partiram os cântaros, que tinham nas mãos. Assim tocaram os três esquadrões as buzinas, e partiram os cântaros; e tinham nas suas mãos esquerdas as tochas acesas, e nas suas mãos direitas as buzinas, que tocavam: e exclamaram: Espada do Senhor, e de Gideão. E ficou-se cada um no seu logar ao redor do arraial: então todo o exército deitou a correr, e, gritando, fugiram. Tocando pois os trezentos as buzinas, o Senhor tornou a espada dum contra o outro, e isto em todo o arraial: e o exército fugiu para Zererá, até Bet-sita até aos limites de Abel-Meolá, acima de Tabate. Então os homens de Israel, de Naftali, e de Aser e de todo o Manassés foram convocados, e perseguiram aos midianitas. Também Gideão enviou mensageiros a todas as montanhas de Efraim, dizendo: Descei ao encontro dos midianitas, e tomai-lhes as águas até Bete-Bara, a saber, o Jordão. Convocados pois todos os homens de Efraim, tomaram-lhes as águas até Bete-Bara e o Jordão. E prenderam a dois príncipes dos midianitas, a Orebe e a Zeebe; e mataram a Orebe na penha de Orebe, e a Zeebe mataram no lagar de Zeebe, e perseguiram aos midianitas: e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, de além do Jordão.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).