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Job 39

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Portugiesisch

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. No certain date — O Senhor responde da tempestade; epílogo com a restauração de Jó Written: c. 1450–1000 BC (tradition) · c. 600–400 BC (scholarship)

Sabes tu o tempo em que as cabras monteses parem? ou consideraste as dores das cervas? Contarás os meses que cumprem? ou sabes o tempo do seu parto? Quando se encurvam, produzem seus filhos, e lançam de si as suas dores. Seus filhos enrijam, crescem com o trigo: saem, e nunca mais tornam a elas. Quem despediu livre o jumento montes? e quem soltou as prisões ao jumento bravo? Ao qual dei o ermo por casa, e a terra salgada por suas moradas. Ri-se do arruído da cidade: não ouve os muitos gritos do exator. O que descobre nos montes é o seu pasto, e anda buscando tudo que está verde. Ou, querer-te-há servir o unicórnio? ou ficará na tua cavalariça? Ou amarrarás o unicórnio com a sua corda no rego? ou estorroará após ti os vales? Ou confiarás nele, por ser grande a sua força? ou deixarás a seu cargo o teu trabalho? Ou fiarás dele que te torne o que semeaste e o recolherá na tua eira? Vem de ti as alegres azas dos pavões, que têm penas de cegonha e de águia? A qual deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó. E se esquece de que algum pé os pise, ou os animais do campo os calquem. Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus: debalde é seu trabalho, porquanto está sem temor. Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu entendimento. A seu tempo se levanta ao alto: ri-se do cavalo, e do que vai montado nele. Ou darás tu força ao cavalo? ou vestirás o seu pescoço com trovão? Ou espantá-lo-ás, como ao gafanhoto? terrível é o fogoso respirar das suas ventas. Escarva a terra, e folga na sua força, e sai ao encontro dos armados. Ri-se do temor, e não se espanta, e não torna atrás por causa da espada. Contra ele rangem a aljava, o ferro flamante da lança e do dardo. Sacudindo-se, e removendo-se, escarva a terra, e não faz caso do som da buzina. Na fúria do som das buzinas diz: Eia! e de longe cheira a guerra, e o trovão dos príncipes, e o alarido. Ou voa o gavião pela tua inteligência, e estende as suas azas para o sul? Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho? Nas penhas mora e habita: no cume das penhas, e nos logares seguros. Desde ali descobre a preza: seus olhos a avistam desde longe. E seus filhos chupam o sangue, e onde há mortos aí está.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).