Isaiah 10
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Portugiesisch
Ai dos que ordenam ordenanças injustas, e dos que prescrevem trabalho aos escrivães. Para desviarem aos pobres do seu direito, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo, para despojarem as viúvas e para roubarem os órfãos! Mas que fareis vós-outros no dia da visitação, e da assolação, que há de vir de longe? a quem vos refugiareis para obter socorro, e onde deixareis a vossa glória? Sem que cada um se abata entre as prezas, e caia entre os mortos? Com tudo isto a sua ira se não apartou, mas ainda está estendida a sua mão.
Ai da Assíria! a vara da minha ira: porque a minha indignação é o bordão nas suas mãos. Enviá-lo-ei contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe darei ordem, para que lhe roube o roubo, e lhe despoje o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas: Ainda que ele não cuide assim, nem o seu coração assim o imagine: antes no seu coração intentará destruir e desarraigar nações não poucas. Porque diz: Porventura todos os meus príncipes não são eles reis? Não é Calno como Carquemis? não é Hamate como Arfad? e Samaria como Damasco? Como a minha mão achou os reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de vulto fossem melhores do que as de Jerusalém e de que as de Samaria. Porventura como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não faria eu também assim a Jerusalém e aos seus ídolos? Porque acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte de Sião e em Jerusalém, então visitarei o fruto da arrogante grandeza do coração do rei da Assíria e a pompa da altivez dos seus olhos. Porquanto disse: Com a força da minha mão o fiz, e com a minha sabedoria, porque sou entendido: e terei os limites dos povos, e roubei a sua provisão, e como valente abati aos moradores. E achou a minha mão as riquezas dos povos como a um ninho, e como se ajuntam os ovos deixados, assim eu ajuntei a toda a terra, e não houve quem movesse a aza, ou abrisse a boca, ou chilrasse. Porventura gloriar-se-há o machado contra o que corta com ele? ou presumirá a serra contra o que puxa por ela? como se o bordão movesse aos que o levantam, ou a vara se levantasse como não sendo pau? Pelo que o Senhor, o Senhor dos Exércitos, enviará magreza entre os seus gordos, e debaixo da sua glória acenderá incêndio, como incêndio de fogo. Porque a Luz de Israel virá a ser por fogo e o seu Santo por labareda, que abrase e consuma os seus espinheiros e as suas sarças num dia. Também consumirá a glória da sua brenha, e do seu campo fértil, desde a alma até à carne, e será como quando o porta-bandeira se desmaia. E o resto das árvores da sua brenha será tão pouco em número, que um menino as possa escrever. E acontecerá naquele dia que os resíduos de Israel, e os escapados da casa de Jacó, nunca mais se estribarão sobre o que os feriu: antes se estribarão verdadeiramente sobre o Senhor, o Santo de Israel. Os resíduos se converterão, os resíduos, digo, de Jacó, ao Deus forte. Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, todavia só um resto dele se converterá: já a destruição está determinada, trasbordando em justiça. Porque determinada já a destruição, o Senhor JEOVÁ dos Exércitos a executará no meio de toda esta terra. Pelo que assim diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos: Não temas, povo meu, que habitas em Sião, à Assíria, quando te ferir com a vara, e contra ti levantar o seu bordão ao modo dos egípcios, Porque daqui a bem pouco se cumprirão a minha indignação e a minha ira, para os consumir. Porque o Senhor dos Exércitos levantará um açoite contra ele, qual a matança de Midiã junto à rocha de Orebe, e qual a sua vara sobre o mar, que levantará ao modo dos egípcios. E acontecerá, no mesmo dia, que tirará a sua carga do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço: e o jugo será despedaçado por amor do ungido. Já vem chegando a Aiate, já vai passando por Migrom, e em Micmás lança a sua bagagem. Já vão passando o vau, já se alojam em Geba: já Ramá treme, e Gibeá de Saul vai fugindo. Grita altamente com a tua voz, ó filha de Galim! ouve ó Laís! ó tu pobre Anatote. Já Madmena se foi, os moradores de Gebim vão fugindo em bandos. Ainda um dia parará em Nobe: moverá a sua mão contra o monte da filha de Sião, o outeiro de Jerusalém. Porém eis-que o Senhor JEOVÁ dos Exércitos decotará os ramos com violência, e os de alta estatura serão cortados, e os altivos serão abatidos. E cortará com o ferro a espessura da brenha, e o Líbano cairá à mão de um poderoso.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).