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Habakkuk 1

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Portugiesisch

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 610–598 BC — Habacuque questiona a justiça de Deus e a ascensão dos caldeus · uncertain dates Written: c. 610–598 BC (tradition) · c. 620–586 BC (scholarship)
A iniquidade de Judá: este será castigado pelos caldeus: a intercessão do profeta

A carga que viu o profeta Habacuque. Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? até quando gritarei a ti: Violência! e não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniquidade, e vês a vexação? porque a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litigio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai a sentença torcida. Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e estai maravilhados; porque obro uma obra em vossos dias que não crereis, quando se vos contar. Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e apressada, que marcha sobre a largura da terra, para possuir moradas que não são suas. Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua grandeza. E os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, e mais perspicazes do que os lobos à tarde, e os seus cavaleiros se espalham; os seus cavaleiros virão de longe; voarão como águias que se apressam à comida. Eles todos virão a fim de obrar violência: os seus rostos buscarão o oriente, e congregará os cativos como areia. E escarnecerão dos reis, e dos príncipes farão zombaria: eles se rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão. Então passará como vento, e traspassará, e se fará culpada, atribuindo este seu poder ao seu deus. Porventura não és tu desde sempre, ó Senhor meu Deus, meu Santo? nós não morreremos: ó Senhor, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar. Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a vexação não podes contemplar: porque olhas para os que obram aleivosamente? porque te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele? E porque farias os homens como os peixes do mar, como os reptis, que não têm quem os governe? Ele a todos tira com o anzol, apanhá-los-á com a sua rede, e os ajunta na sua varredoura: por isso ele se alegra e se regozija. Por isso sacrifica à sua rede, e queima incenso à sua varredoura; porque com elas se engordou a sua porção, e se engrossou a sua comida. Porventura por isso vazará a sua rede, e não poupará de matar os povos continuamente?

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).