Song of Solomon 3
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Portugiesisch
De noite busquei em minha cama a quem a minha alma ama: busquei-o, e não o achei. Levantar-me-hei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei a quem ama a minha alma: busquei-o; e não o achei. Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade: eu lhes perguntei: Vistes a quem ama a minha alma? Apartando-me eu um pouco deles, logo achei a quem ama a minha alma: agarrei-me a ele, e não o larguei, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou. Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas corças e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.
Quem é esta que sobe do deserto, como umas colunas de fumo, perfumada de mirra, de incenso, e de toda a sorte de pós do especieiro? Eis que é a cama de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel: Todos armados de espadas, destros na guerra: cada um com a sua espada à coxa por causa dos temores noturnos. O rei Salomão fez para si um talamo de madeira do Líbano. Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior coberto com o amor das filhas de Jerusalém. Saí, ó filhas de Sião, e contemplai ao rei Salomão com a coroa com que o coroou sua mãe no dia do seu desposório e no dia do júbilo do seu coração.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).