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Job 34

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, 葡萄牙语

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. No certain date — Eliú, o mais jovem, toma a palavra Written: c. 1450–1000 BC (tradition) · c. 600–400 BC (scholarship)
Eliú acusa Jó de falar injustamente de Deus

Respondeu mais Eliú, e disse: Ouvi, vós, sábios, as minhas razões: e vós, entendidos, inclinai, os ouvidos para mim. Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar gosta a comida. O que é direito escolhamos para nós: e conheçamos entre nós o que é bom. Porque Jó disse: Sou justo; e Deus tirou o meu direito. No meu direito me é forçoso mentir: dolorosa é a minha frechada sem transgressão. Que homem há como Jó, que bebe a zombaria como água? E caminha em companhia com os que obram a iniquidade, e anda com homens ímpios? Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus. Pelo que vós, homens de entendimento, escutai-me: Deus esteja longe da impiedade, e o Todo-poderoso da perversidade! Porque, segundo a obra do homem, ele lho paga; e segundo o caminho de cada um lho faz achar. Também, na verdade, Deus não obra impiamente; nem o Todo-poderoso perverte o juízo. Quem lhe pedia conta do governo da terra? e quem dispôs a todo o mundo? Se pusesse o seu coração contra ele, recolheria para si o seu espírito e o seu fôlego. Toda a carne juntamente expiraria, e o homem se voltaria para o pó. Se pois há em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos à voz do meu discurso. Porventura o que aborrece o direito ataria as feridas? e tu condenarias aquele que é justo? Ou dir-se-há a um rei, Oh! Belial? aos príncipes, Oh! ímpios? Quanto menos àquele, que não faz acepção das pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos. Eles num momento morrem; e até à meia noite os povos são perturbados, e passam, e o poderoso será tomado sem mão. Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e ele vê todos os seus passos. Não há trevas nem sombra de morte, onde se escondam os que obram a iniquidade. Porque não se faz tanto caso do homem que contra Deus possa entrar em juízo. Quebranta aos fortes, sem que se possa inquirir, e põe outros em seu logar. Ele conhece pois as suas obras, de noite os transtorna, e ficam moídos. Ele os bate como ímpios que são, no logar dos expetadores: Porquanto se desviaram de atrás dele, e não compreenderam nenhum de seus caminhos. Para fazer que o clamor do pobre subisse até ele, e que ouvisse o clamor dos aflitos. Se ele aquietar, quem então inquietará? se encobrir o rosto, quem então o poderá contemplar, seja para com um povo, seja para com um homem só? Para que o homem hipócrita nunca mais reine, e não haja laços do povo. Na verdade, quem a Deus disse: Suportei castigo, não perecerei. O que não vejo, ensina-mo tu: se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer. Virá de ti como o recompensará, pois tu o desprezas? farias tu pois, e não eu, a escolha: que é logo o que sabes? fala. Os homens de entendimento dirão comigo, e o varão sábio me ouvirá. Jó falou sem ciência; e às suas palavras falta prudência. Pai meu! provado seja Jó até ao fim, para as suas respostas entre os homens malignos. Porque ao seu pecado acrescenta a transgressão; entre nós bateria as palmas das mãos, e multiplicaria contra Deus as suas razões.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).