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Acts 27

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, 葡萄牙语

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 59–62 AD — Viagem a Roma e prisão domiciliar · uncertain dates Written: c. 60–62 AD (tradition) · c. 80–95 AD (scholarship)
Paulo é mandado para Itália; o naufrágio do navio

E, como se determinou que havíamos de navegar para a Itália, entregaram Paulo, e alguns outros presos, a um centurião por nome Júlio, da coorte augusta. E, embarcando nós em um navio adramitino, partimos navegando pelos logares da Ásia, estando conosco Aristarco, macedônio, de Tessalônica. E chegamos no dia seguinte a Sidom, e Júlio, tratando Paulo humanamente, lhe permitiu ir ver os amigos, para que cuidassem dele. E, partindo dali, fomos navegando abaixo de Chipre, porquanto os ventos eram contrários. E, tendo atravessado o mar, ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mira, na Lícia. E, achando ali o centurião um navio de Alexandria, que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele. E, indo já por muitos dias navegando vagarosamente, e havendo chegado apenas defronte de Cnido, não nos permitindo o vento ir mais adiante, navegamos abaixo de Creta, junto de Salmone. E, costeando-a dificilmente, chegamos a um certo logar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Lasca. E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, porquanto já também o jejum tinha passado, Paulo os admoestava, Dizendo-lhes: Varões, vejo que a navegação há de ser incomoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas. Porém o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo. E, não sendo aquele porto comodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fênix, que é um ponto de Creta que olha para a banda do vento da Africa e do Coro, e invernar ali. E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam, e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. Porém não muito depois deu nela um pé de vento, chamado euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado por ele, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa. E, correndo abaixo de uma pequena ilha chamada Clauda, apenas podemos ganhar o batel, Levado para cima o qual, usaram de todos os remédios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e oprimindo-nos uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, havendo já muito que se não comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora na verdade razoável, ó varões, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e evitar assim este incômodo e esta perdição. Porém agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Dizendo: Paulo, não temas: importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. Portanto, ó varões, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito. Porém é necessário irmos dar numa ilha. E, quando chegou a décima quarta noite, sendo impelidos de uma e outra banda no mar Adriático, lá pela meia noite suspeitaram os marinheiros de que estavam próximos de alguma terra. E, lançando o prumo, acharam vinte braças; e, passando um pouco mais adiante, tornando a lançar o prumo, acharam quinze braças. E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia. Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e deitando o batel ao mar, como que querendo lançar as âncoras pela proa, Disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel, e o deixaram cair. E entretanto que o dia vinha, Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais, e permaneceis sem comer, não havendo provado nada. Portanto, exhorto-vos a que comais alguma coisa, pois importa para a vossa saúde; porque nem um cabelo da cabeça de qualquer de vós cairá. E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer. E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer. E éramos por todos no navio duzentas e setenta e seis almas. E, refeitos já da comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. E, sendo já dia, não conheceram a terra; porém enxergaram uma enseada que tinha praia, e consultaram-se sobre se deveriam encalhar nela o navio. E, levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar, largando também as amarras do leme; e, alçando a vela maior ao vento, dirigiram-se para a praia. Dando, porém, em logar de dois mares, encalharam ali o navio; e, fixa a proa, ficou imóvel, porém a popa abria-se com a força das ondas. Então o conselho dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado. Porém o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou este intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra; E os demais, uns em taboas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos se salvaram em terra.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).