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Psalm 78

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Kireno

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 1010–450 BC — Salmos de Asafe · uncertain dates Written: c. 1010–970 BC (tradition) · c. 1000–200 BC (scholarship)
A salvação que Deus concedeu a Israel; a rebelião contra Ele; Deus escolheu Judá e Davi para pastorear Israel
Maschil de Asafe.

Escutai a minha lei, povo meu: inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade. As quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-las têm contado. Não as encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos. Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos. Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos. E não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel com Deus. Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, viraram costas no dia da peleja. Não guardaram o concerto de Deus, e recusaram andar na sua lei. E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver. Maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão. De dia os guiou por uma nuvem, e toda a noite por uma luz de fogo. Fendeu as penhas no deserto; e deu-lhes de beber como de grandes abismos. Fez sair fontes da rocha, e fez correr as águas como rios. E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão. E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para o seu apetite. E falaram contra Deus, e disseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa no deserto? Eis que feriu a penha, e águas correram dela; rebentaram ribeiros em abundância: poderá também dar-nos pão, ou preparar carne para o seu povo? Pelo que o Senhor os ouviu, e se indignou: e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel; Porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação: Ainda que mandara às altas nuvens, e abriu as portas dos céus, E chovera sobre eles o maná para comerem, e lhes dera do trigo do céu. O homem comeu o pão dos anjos; ele lhes mandou comida a fartar. Fez ventar o vento do oriente nos céus, e o trouxe do sul com a sua força. E choveu sobre eles carne como pó, e aves de azas como a areia do mar. E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações. Então comeram e se fartaram bem; pois lhes cumpriu o seu desejo. Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca, Quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais gordos deles, e feriu os escolhidos de Israel. Com tudo isto ainda pecaram, e não deram crédito às suas maravilhas. Pelo que consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos na angústia. Quando os matava, então o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus. E se lembravam de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor. Todavia lisongeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam. Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis no seu concerto. Porém ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade: e não os destruiu, antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertou toda a sua ira. Porque se lembrou de que eram de carne, vento que vai e não torna. Quantas vezes o provocaram no deserto, e o molestaram na solidão! Voltaram atrás, e tentaram a Deus; e limitaram o Santo de Israel. Não se lembraram da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário; Como obrou os seus sinais no Egito, e as suas maravilhas no campo de Zoã; E converteu os seus rios em sangue, e as suas correntes, para que não pudessem beber. Enviou entre eles enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram. Deu também ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho aos gafanhotos. Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros com pedrisco. Também entregou o seu gado à saraiva, e os seus rebanhos às brasas ardentes. Lançou sobre eles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angústia, mandando maus anjos contra eles. Preparou caminho à sua ira; não retirou as suas almas da morte, mas entregou à pestilência as suas vidas. E feriu a todo o primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cão. Mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas, e os guiou pelo deserto como um rebanho. E os guiou com segurança, que não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos. E o trouxe até ao termo do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu. E expulsou as nações de diante deles, e as partiu em herança por linha, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel. Contudo tentaram e provocaram o Deus altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos. Mas retiraram-se para traz, e portaram-se infielmente como seus pais: viraram-se como um arco enganoso. Pois o provocaram à ira com os seus altos, e moveram o seu zelo com as suas imagens de escultura. Deus ouviu isto e se indignou; e aborreceu a Israel em grande maneira. Pelo que desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabeleceu entre os homens. E deu a sua força ao cativeiro; e a sua glória à mão do inimigo. E entregou o seu povo à espada; e se enfureceu contra a sua herança. O fogo consumiu os seus mancebos, e as suas donzelas não foram dadas em casamento. Os seus sacerdotes caíram à espada, e as suas viúvas não fizeram lamentação. Então o Senhor despertou, como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho. E feriu os seus adversários por detrás, e pô-los em perpétuo desprezo. Além disto, recusou o tabernáculo de José, e não elegeu a tribo de Efraim. Antes elegeu a tribo de Judá; o monte de Sião, que ele amava. E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra que fundou para sempre. Também elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas: E o tirou do cuidado das que se achavam prenhes; para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança. Assim os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou pela industria de suas mãos.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).