Proverbs 27
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Kireno
Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que parirá o dia. Louve-te o estranho, e não a tua boca, o estrangeiro e não os teus lábios. Pesada é a pedra, e a areia é carregada; porém a ira do insensato é mais pesada do que elas ambas. Cruel é o furor e a impetuosa ira, mas quem parará perante a inveja? Melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto. Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos. A alma farta piza o favo de mel, mas à alma faminta todo o amargo é doce. Qual é a ave que vagueia do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando do seu logar. O óleo e o perfume alegram o coração: assim a doença do amigo de alguém com o conselho cordial. Não deixes a teu amigo, nem ao amigo de teu pai, nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade: melhor é o vizinho de perto do que o irmão ao longe. Sê sábio, filho meu, e alegra o meu coração; para que tenha alguma coisa que responder àquele que me desprezar. O avisado vê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e pagam a pena. Quando alguém fica por fiador do estranho, toma-lhe tu a sua roupa; e o penhora pela estranha. O que bendiz ao seu amigo em alta voz, madrugando pela manhã, por maldição se lhe contará. O gotejar contínuo no dia de grande chuva, e a mulher contenciosa, uma e outra são semelhantes. Todos os que a esconderem esconderão o vento: e o óleo da sua destra clama. Como o ferro com o ferro se aguça, assim o homem aguça o rosto do seu amigo. O que guarda a figueira comerá do seu fruto; e o que atenta para seu senhor, será honrado. Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem. Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se fartam. Como o crisol é para a prata, e o forno para o ouro, assim se prova o homem pelos louvores. Ainda quando pisares o tolo com uma mão de gral entre grãos de cevada pilada, não se irá dele a sua estultícia. Procura conhecer o estado das tuas ovelhas: põe o teu coração sobre o gado. Porque o tesouro não dura para sempre: ou durará a coroa de geração em geração? Quando se mostrar a erva, e aparecerem os renovos, então ajunta as ervas dos montes. Os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo. E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa, e para sustento das tuas criadas.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).