Proverbs 14
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Kireno
Toda a mulher sabia edifica a sua casa: mas a tola a derriba com as suas mãos. O que anda na sua sinceridade teme ao Senhor, mas o que se desvia de seus caminhos o despreza. Na boca do tolo está a vara da soberba, mas os lábios dos sábios os conservam. Não havendo bois, a manjedoura está limpa, mas pela força do boi há abundância de colheitas. A testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras. O escarnecedor busca sabedoria, e nenhuma acha, mas para o prudente o conhecimento é fácil. Vai-te de diante do homem insensato, porque nele não divisarás os lábios do conhecimento. A sabedoria do prudente é entender o seu caminho, mas a estultícia dos tolos é engano. Os loucos zombam do pecado, mas entre os retos há benevolência. O coração conhece a sua própria amargura, e o estranho não se entremeterá na sua alegria. A casa dos ímpios se desfará, mas a tenda dos retos florescerá. Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte. Até no riso terá dor o coração, e o fim da alegria é tristeza. Dos seus caminhos se fartará o que declina no coração, mas o homem bom se fartará de si mesmo. O simples dá crédito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos. O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro. O que presto se indigna, fará doidices, e o homem de más imaginações será aborrecido. Os símplices herdarão a estultícia, mas os prudentes se coroarão de conhecimento. Os maus se inclinaram diante dos bons, e os ímpios diante das portas do justo. O pobre é aborrecido até do companheiro, porém os amigos dos ricos são muitos. O que despreza ao seu companheiro peca, mas o que se compadece dos humildes é bem-aventurado. Porventura não erram os que obram o mal? mas beneficência e fidelidade serão para os que obram o bem. Em todo o trabalho proveito há, mas a palavra dos lábios só encaminha à pobreza. A coroa dos sábios é a sua riqueza, a estultícia dos tolos é só estultícia. A testemunha verdadeira livra as almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador. No temor do Senhor há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos. O temor do Senhor é uma fonte de vida, para se desviarem dos laços da morte. Na multidão do povo está a magnificência do rei, mas na falta do povo a perturbação do príncipe. O longânimo é grande em entendimento, mas o que é de espírito impaciente assinala a sua loucura. O coração com saúde é a vida da carne, mas a inveja é a podridão dos ossos. O que oprime ao pobre insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o honra. Pela sua malícia será lançado fora o ímpio, mas o justo até na sua morte tem confiança. No coração do prudente repousa a sabedoria, mas o que há no interior dos tolos se conhece. A justiça exalta ao povo, mas o pecado é o opróbrio das nações. O Rei tem seu contentamento no servo prudente, mas sobre o que envergonha cairá o seu furor.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).