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Lamentations 3

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Kireno

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 586–570 BC — Lamento pela cidade de Jerusalém destruída Written: c. 586–570 BC (tradition) · c. 586–520 BC (scholarship)
A tristeza de Jeremias; ele convida o povo a reconhecer o seu pecado, e a voltar para Deus para obter misericórdia

Eu sou aquele homem que viu a aflição pela vara do seu furor. A mim me guiou e levou às trevas e não à luz. Deveras se tornou contra mim e virou a sua mão todo o dia. Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, quebrantou os meus ossos. Edificou contra mim, e me cercou de fel e trabalho. Assentou-me em logares tenebrosos, como os que estavam mortos há muito. Cercou-me de sebe, e não posso sair: agravou os meus grilhões. Ainda quando clamo e grito, ele exclue a minha oração. Cercou de sebe os meus caminhos com pedras lavradas, divertiu as minhas veredas. Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos. Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me assolado. Armou o seu arco, e me pôs como alvo à frecha. Faz entrar nos meus rins as frechas da sua aljava. Fui feito um objeto de escárnio a todo o meu povo, de canção sua todo o dia. Fartou-me de amarguras, embriagou-me de absinto. Quebrou com pedrinhas de areia os meus dentes; abaixou-me na cinza. E afastaste da paz a minha alma; esqueci-me do bem. Então disse eu: Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no Senhor. Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do fel. Minha alma certamente disto se lembra, e se abate em mim. Disto me recordarei no meu coração; por isso esperarei. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele. Bom é o Senhor para os que se ateiem a ele, para a alma que o busca. Bom é esperar, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor. Bom é para o homem levar o jugo na sua mocidade. Assentar-se-há solitário, e ficará em silêncio; porquanto Deus o pôs sobre ele. Ponha a sua boca no pó, dizendo: Porventura haverá esperança. Dê a sua face ao que o fere; farte-se de afronta. Porque o Senhor não rejeitará para sempre. Antes, se entristeceu a alguém, compadecer-se-há dele, segundo a grandeza das suas misericórdias. Porque não aflige nem entristece aos filhos dos homens do seu coração. Para atropelar debaixo dos seus pés a todos os presos da terra. Para perverter o direito do homem perante a face do Altíssimo. Para subverter ao homem no seu pleito; porventura não o veria o Senhor? Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Porventura da boca do Altíssimo não sai o mal e o bem? De que se queixa logo o homem vivente? queixe-se cada um dos seus pecados. Esquadrinhemos os nossos caminhos, e investiguemo-los, e voltemos para o Senhor. Levantemos os nossos corações com as mãos a Deus nos céus, dizendo: Nós prevaricamos, e fomos rebeldes; por isso tu não perdoaste. Cobriste-nos da tua ira, e nos perseguiste; mataste, não perdoaste. Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração. Por cisco e rejeitamento nos puseste no meio dos povos. Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua boca. Temor e cova vieram sobre nós, assolação e quebrantamento. Correntes de águas derramou o meu olho pelo quebrantamento da filha do meu povo. O meu olho manou, e não cessa, porquanto não há descanso, Até que atente e veja o Senhor desde os céus. O meu olho move a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade. Como ave me caçaram os que são meus inimigos sem causa. Arrancaram a minha vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim. Derramaram-se as águas sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado. Invoquei o teu nome, Senhor, desde a mais profunda cova. Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor. Tu te chegaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas. Pleiteaste, Senhor, os pleitos da minha alma, remiste a minha vida. Viste, Senhor, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa. Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim. Ouviste o seu opróbrio, Senhor, todos os seus pensamentos contra mim, Os ditos dos que se levantam contra mim e as suas imaginações contra mim todo o dia. Observa-os a eles ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua canção. Rende-lhes recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos. Dá-lhes ânsia de coração, maldição tua sobre eles. Na tua ira persegue-os, e desfá-los de debaixo dos céus do Senhor.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).