Ecclesiastes 4
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Kireno
Depois me virei, e atentei em todas as opressões que se fazem debaixo do sol; e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador; e a força estava da banda dos seus opressores; porém eles não tinham consolador. Pelo que eu louvei os mortos que já morreram, mais do que os vivos que vivem ainda, E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol. Também vi eu que todo o trabalho, e toda a destreza em obras, atrai ao homem a inveja do seu próximo. Também isto é vaidade e aflição de espírito. O tolo cruza as suas mãos, e come a sua própria carne. Melhor é uma mão cheia com descanso do que ambos os punhos cheios com trabalho, e aflição de espírito. Outra vez me tornei a virar, e vi uma vaidade debaixo do sol. Há um tal que é só, e não tem segundo, nem tão pouco filho nem irmã; e de todo o seu trabalho não há fim, nem o seu olho se farta de riquezas; nem diz: Para quem trabalho eu, e privo a minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação. Melhores são dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se vierem a cair, um levanta ao seu companheiro: mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa. Melhor é o mancebo pobre e sábio do que o rei velho e insensato, que se não deixa mais admoestar. Porque um sai do cárcere para reinar; sim, um que nasceu pobre no seu reino. Vi a todos os viventes andarem debaixo do sol com o mancebo, o sucessor que estará no seu logar. Não tem fim todo o povo, todo o que houve antes dele; tão pouco os descendentes se alegrarão dele. Na verdade que também isto é vaidade e aflição de espírito.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).