Deuteronomy 2
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, Kireno
Depois viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do Mar Vermelho, como o Senhor me tinha dito, e muitos dias rodeamos a montanha de Seir. Então o Senhor me falou, dizendo: Assás tendes rodeado esta montanha: virai-vos para o norte. E dá ordem ao povo, dizendo: Passareis pelos termos de vossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitam em Seir: e eles terão medo de vós; porém guardai-vos bem, Não vos entremetais com eles, porque vos não darei da sua terra nem ainda a pisada da planta de um pé: porquanto a Esaú tenho dado a montanha de Seir por herança. Comprareis deles, por dinheiro, comida para comerdes: e também água para beber deles comprareis por dinheiro. Pois o Senhor teu Deus te abençoou em toda a obra das tuas mãos; ele sabe que andas por este grande deserto: estes quarenta anos o Senhor teu Deus esteve contigo, coisa nenhuma te faltou. Passando pois de nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber, nos viramos e passamos o caminho do deserto de Moabe. Então o Senhor me disse: Não molestes a Moabe, e não contendas com eles em peleja, porque te não darei herança da sua terra; porquanto tenho dado a Ar aos filhos de Ló por herança. (Os emeus de antes habitaram nela: um povo grande e numeroso, e alto como os gigantes; Também estes foram contados por gigantes como os enaquins: e os moabitas os chamavam emeus. De antes os horeus também habitaram em Seir: porém os filhos de Esaú os lançaram fora, e os destruíram de diante de si, e habitaram no seu logar, assim como Israel fez à terra da sua herança, que o Senhor lhes tinha dado.) Levantai-vos agora, e passai o ribeiro de Zerede: assim passamos o ribeiro de Zerede. E os dias que caminhamos, desde Cades-Barneia até que passamos o ribeiro de Zerede, foram trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu do meio do arraial, como o Senhor lhes jurara. Assim também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial até os haver consumido. E sucedeu que, sendo já consumidos todos os homens de guerra, pela morte, do meio do arraial. O Senhor me falou, dizendo: Hoje passarás a Ar, pelos termos de Moabe; E te chegarás até defronte dos filhos de Amom: não os molestes, e com eles não contendas: porque da terra dos filhos de Amom te não darei herança, porquanto aos filhos de Ló a tenho dado por herança. (Também esta foi contada por terra de gigantes; de antes nela habitavam gigantes, e os amonitas os chamavam zamzumeos: Um povo grande, e numeroso, e alto, como os gigantes: e o Senhor os destruiu de diante de si, e eles os lançaram fora, e habitaram no seu logar; Assim como fez com os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, de diante dos quais destruiu os horeus, e eles os lançaram fora, e habitaram no seu logar até este dia; Também os caftoreus, que saíram de Caftor, destruíram os aveus, que habitavam em Kazerim até Gaza, e habitaram no seu logar). Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis-aqui na tua mão tenho dado a Seom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja. Neste dia começarei a pôr um terror e um temor de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu: os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão. Então mandei mensageiros desde o deserto de Quedemote a Seom, rei de Hesbom, com palavras de paz, dizendo: Deixa-me passar pela tua terra: somente pela estrada irei; não me desviarei para a direita nem para a esquerda. A comida que eu coma vender-ma-has por dinheiro, e dar-me-has por dinheiro a água que beba: tão somente deixa-me passar a pé; Como fizeram comigo os filhos de Esaú, que habitam em Seir, e os moabitas que habitam em Ar: até que eu passe o Jordão, a terra que o Senhor nosso Deus nos há de dar. Mas Seom, rei de Hesbom, não nos quis deixar passar por si, porquanto o Senhor teu Deus endurecera o seu espírito, e fizera obstinado o seu coração, por to dar na tua mão, como neste dia se vê. E o Senhor me disse: Eis-aqui, tenho começado a dar-te Seom, e a sua terra diante de ti: começa pois a possuí-la, para que herdes a sua terra. E Seom saiu-nos ao encontro, ele e todo o seu povo, à peleja, a Jaza: E o Senhor nosso Deus no-lo deu diante de nós, e o ferimos a ele, e a seus filhos, e a todo o seu povo. E naquele tempo tomamos todas as suas cidades, e destruímos todas as cidades, homens, e mulheres e crianças: não deixamos a ninguém. Somente tomamos em presa o gado para nós, e o despojo das cidades que tínhamos tomado. Desde Aroer, que está à borda do ribeiro de Arnom, e a cidade que está junto ao ribeiro, até Gileade, nenhuma cidade houve que de nós escapasse: tudo isto o Senhor nosso Deus nos entregou diante de nós. Somente à terra dos filhos de Amom não chegaste: nem a toda a borda do ribeiro de Jaboque, nem às cidades da montanha, nem a coisa alguma que nos proibira o Senhor nosso Deus.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).