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Proverbs 23

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, португальский

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 970–930 BC — Provérbios atribuídos a Salomão · uncertain dates Written: c. 970–686 BC (tradition) · c. 950–300 BC (scholarship)

Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que se te pôs diante, E põe uma faca à tua garganta, se és homem de grande apetite. Não cubiques os seus manjares gostosos, porque são pão de mentiras. Não te cances para enriqueceres; dá de mão à tua prudência. Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente se fará azas e voará ao céu como a águia. Não comas o pão daquele que tem o olho maligno, nem cubiques os seus manjares gostosos. Porque, como imaginou na sua alma, te dirá: Come e bebe; porém o seu coração não estará contigo. Vomitarias o bocado que comeste, e perderias as tuas suaves palavras. Não fales aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. Não renovas os limites antigos, nem entres nas herdades dos órfãos, Porque o seu redentor é o Forte, que pleiteará a sua causa contra ti. Aplica à disciplina o teu coração, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento. Não retires a disciplina da criança, quando a fustigares com a vara; nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno. Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-há o meu coração, sim, o meu próprio, E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas. Não inveje aos pecadores o teu coração; antes sê no temor do Senhor todo o dia. Porque deveras há um bom fim: não será cortada a tua expetação. Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração. Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão empobrecerão; e a sonolência faz trazer os vestidos rotos. Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer. Compra a verdade, e não a vendas: a sabedoria, e a disciplina, e a prudência. Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar a um sábio se alegrará nele. Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou. Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos. Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha. Também ela, como um salteador, se põe a espreitar, e multiplica entre os homens os iníquos. Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; maçaram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-la outra vez.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).