Proverbs 23
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, पुर्तगाली
Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para o que se te pôs diante, E põe uma faca à tua garganta, se és homem de grande apetite. Não cubiques os seus manjares gostosos, porque são pão de mentiras. Não te cances para enriqueceres; dá de mão à tua prudência. Porventura fitarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente se fará azas e voará ao céu como a águia. Não comas o pão daquele que tem o olho maligno, nem cubiques os seus manjares gostosos. Porque, como imaginou na sua alma, te dirá: Come e bebe; porém o seu coração não estará contigo. Vomitarias o bocado que comeste, e perderias as tuas suaves palavras. Não fales aos ouvidos do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras. Não renovas os limites antigos, nem entres nas herdades dos órfãos, Porque o seu redentor é o Forte, que pleiteará a sua causa contra ti. Aplica à disciplina o teu coração, e os teus ouvidos às palavras do conhecimento. Não retires a disciplina da criança, quando a fustigares com a vara; nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno. Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-há o meu coração, sim, o meu próprio, E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas. Não inveje aos pecadores o teu coração; antes sê no temor do Senhor todo o dia. Porque deveras há um bom fim: não será cortada a tua expetação. Ouve tu, filho meu, e sê sábio, e dirige no caminho o teu coração. Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão empobrecerão; e a sonolência faz trazer os vestidos rotos. Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer. Compra a verdade, e não a vendas: a sabedoria, e a disciplina, e a prudência. Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar a um sábio se alegrará nele. Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te gerou. Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos. Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito a estranha. Também ela, como um salteador, se põe a espreitar, e multiplica entre os homens os iníquos. Para quem são os ais? para quem os pesares? para quem as pelejas? para quem as queixas? para quem as feridas sem causa? e para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. E serás como o que dorme no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; maçaram-me, e não o senti; quando virei a despertar? ainda tornarei a buscá-la outra vez.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).