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John 6

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, पुर्तगाली

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 28–30 AD — Cura em Jerusalém e multiplicação dos pães Written: c. 85–95 AD (tradition) · c. 90–110 AD (scholarship)
A multiplicação dos pães

Depois disto Jesus partiu para a outra banda do mar da Galileia, que é o de Tibérias. E uma grande multidão o seguia; porque via os sinais que operava sobre os enfermos. E Jesus subiu ao monte, e assentou-se ali com os seus discípulos. E a páscoa, a festa dos judeus, estava próxima. Então Jesus, levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Donde compraremos pão, para estes comerem? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco. E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos: mas que é isto para tantos? E disse Jesus: Fazei assentar os homens. E havia muita erva naquele logar. Assentaram-se pois os homens em número de quase cinco mil. E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos pelos que estavam assentados; e igualmente também dos peixes, quanto queriam. E, quando já estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido. Vendo pois aqueles homens o sinal que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. Sabendo pois Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte.

Jesus anda sobre o mar

E, quando veio a tarde, os seus discípulos desceram para o mar. E, entrando no barco, passaram da outra banda do mar para Cafarnaum, e era já escuro, e ainda Jesus não tinha chegado ao pé deles. E o mar se levantou, porquanto um grande vento assoprava. E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus, andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e temeram. Porém ele lhes disse: Sou eu, não temais. Então eles de boamente o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.

Jesus é o pão da vida para os que creem

No dia seguinte, a multidão, que estava da outra banda do mar, vendo que não havia ali mais do que um barquinho, e que Jesus não entrara com seus discípulos naquele barquinho, mas que os seus discípulos tinham ido sós. (Contudo, outros barquinhos vieram de Tibérias, perto do logar onde comeram o pão, havendo o Senhor dado graças): Vendo pois a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus. E, achando-o na outra banda do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui? Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este selou o Pai, Deus. Disseram-lhe pois: Que faremos, para obrarmos as obras de Deus? Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. Disseram-lhe pois: Que sinal pois fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que obras tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes pois Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu, e que dá vida ao mundo. Disseram-lhe pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. Mas já vos disse que também vós me vistes, e não credes. Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: que de tudo quanto me deu nada perca, mas que o ressuscite no último dia. E a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nEle, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Murmuravam pois dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como pois diz ele: Desci do céu? Respondeu pois Jesus, e disse-lhes: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer: e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Assim que todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. Não que alguém visse ao Pai, senão aquele que é de Deus: este tem visto ao Pai. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna, Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre: e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo. Disputavam pois os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? Jesus pois lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida; Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem me come a mim, também viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu: não como vossos pais, que comeram o maná, e morreram: quem comer este pão viverá para sempre. Ele disse estas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.

Jesus é abandonado por muitos discípulos: a confissão de Pedro

Muitos pois dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo pois Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos digo são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar. E dizia: Por isso eu vos tenho dito que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai lhe não for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para traz, e já não andavam com ele. Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe pois Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus. Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? e um de vós é diabo. E isto dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão; porque este o havia de entregar, sendo um dos doze.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).