Psalm 88
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais
Senhor Deus da minha salvação, diante de ti tenho clamado de dia e de noite. Chegue a minha oração perante a tua face, inclina os teus ouvidos ao meu clamor; Porque a minha alma está cheia de angústias, e a minha vida se aproxima da sepultura. Estou contado com aqueles que descem ao abismo: estou como homem sem forças, Apartado entre os mortos, como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais te não lembras mais, e estão cortados da tua mão. Puseste-me no abismo mais profundo, em trevas e nas profundezas. Sobre mim pesa o teu furor: tu me afligiste com todas as tuas ondas (Selá). Alongaste de mim os meus conhecidos, puseste-me em extrema abominação para com eles: estou fechado, e não posso sair. A minha vista desmaia por causa da aflição: Senhor, tenho clamado a ti todo o dia, tenho estendido para ti as minhas mãos. Mostrarás tu maravilhas aos mortos, ou os mortos se levantarão e te louvarão? (Selá) Será anunciada a tua benignidade na sepultura, ou a tua fidelidade na perdição? Saber-se-hão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento? Eu, porém, Senhor, tenho clamado a ti, e de madrugada te esperará a minha oração. Senhor, porque rejeitas a minha alma? porque escondes de mim a tua face? Estou aflito, e prestes tenho estado a morrer desde a minha mocidade: enquanto sofro os teus terrores, estou distraído. A tua ardente indignação sobre mim vai passando: os teus terrores me têm retalhado. Eles me rodeiam todo o dia como água; eles juntos me sitiam. Desviaste para longe de mim amigos e companheiros, e os meus conhecidos estão em trevas.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).