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Nahum 3

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 663–612 BC — Anúncio da queda de Nínive Written: c. 663–612 BC (tradition and scholarship)
Os delitos de Nínive: a sua ruína inevitável

Ai da cidade ensanguentada, que está toda cheia de mentiras e de rapina! não se aparta dela o roubo. Estrepito de açoite há, e o estrondo do ruído das rodas; e os cavalos atropelam, e carros vão saltando. O cavaleiro levanta assim a espada flamejante, como a lança relampagueante, e ali haverá uma multidão de mortos, e abundância de cadáveres, e não terão fim os defuntos; tropeçarão nos seus corpos; Por causa da multidão das fornicações da meretriz mui graciosa, da mestra das feitiçarias, que vendeu os povos com as suas fornicações, e as gerações com as suas feitiçarias. Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos Exércitos, e descobrirei as tuas fraldas sobre a tua face, e às nações mostrarei a tua nudez, e aos reinos a tua vergonha. E lançarei sobre ti coisas abomináveis, e te envergonharei, e pôr-te-hei como espetáculo. E há de ser que, todos os que te virem, fugirão de ti, e dirão: Nínive está destruída, quem terá compaixão dela? donde te buscarei consoladores? És tu melhor do que Nô-Amom, que está assentada nos rios, cercada de águas, que tinha por esplanada o mar, cuja muralha é do mar? Etiópia e Egito eram a sua força, e não havia fim: Pute e Líbia te foram de socorro. Todavia foi levada cativa para o desterro: também os seus filhos são despedaçados no topo de todas as ruas, e sobre os seus honrados lançaram sortes, e todos os seus grandes foram presos com grilhões. Tu também serás embriagada, e te esconderás; também buscarás força por causa do inimigo. Todas as tuas fortalezas serão como figueiras com figos temporãos; se se sacodem, caem na boca do que os há de comer. Eis que o teu povo no meio de ti será como de mulheres: as portas da tua terra estarão de todo abertas aos teus inimigos: o fogo consumirá os teus ferrolhos. Tira águas para o cerco, fortifica as tuas fortalezas, entra no lodo, e pisa o barro, repara o forno dos ladrilhos. O fogo ali te consumirá, a espada te exterminará, te consumirá, como a locusta; multiplica-te como a locusta, multiplica-te como os gafanhotos. Multiplicaste os teus negociantes mais do que as estrelas do céu, a locusta se espalhará e voará. Os teus coroados são como os gafanhotos, e os teus chefes como os gafanhotos grandes, que se acampam nas sebes nos dias de frio; em subindo o sol voam, de sorte que não se conhece mais o logar onde estiveram. Os teus pastores dormitarão, ó rei da Assíria, os teus ilustres deitar-se-hão, o teu povo se derramará pelos montes; sem que haja quem o ajunte. Não há cura para a tua quebradura, a tua ferida é dolorosa: todos os que ouvirem a tua fama baterão as palmas sobre ti; porque, sobre quem não passou continuamente a tua malícia?

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).