Micah 7
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais
Ai de mim! porque estou feito como quando se tem colhido as frutas do verão, como os rabiscos da vindima; não há cacho de uvas para comer; desejou a minha alma figos temporãos. Já pereceu o benigno da terra, e não há entre os homens um que seja reto: todos armam ciladas para sangue; caçam cada um a seu irmão com rede, Para com ambas as mãos fazerem diligentemente o mal; assim demanda o príncipe, e o juiz julga pela recompensa, e o grande fala a corrupção da sua alma, e a torcem. O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que o espinhal: veio o dia dos teus vigias, veio a tua visitação; agora será a sua confusão. Não creias no amigo, nem confieis no vosso guia, daquela que repousa no teu seio guarda as portas da tua boca. Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua casa. Eu, porém, esperarei no Senhor; esperei no Deus da minha salvação: o meu Deus me ouvirá. Ó inimiga minha, não te alegres de mim; ainda bem que eu tenho caído, levantar-me-hei: se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa, e execute o meu direito: ele tirar-me-há à luz, verei satisfeito a sua justiça. E a minha inimiga o verá, e cobri-la-á a confusão; e aquela que me diz: Onde está o teu Deus? os meus olhos a verão satisfeitos; agora será ela pisada como a lama das ruas. No dia em que reedificar os teus muros, nesse dia longe estará ainda o estatuto. Naquele dia virá até ti, desde a Assíria até às cidades fortes, e das fortalezas até ao rio, e do mar até ao mar, e da montanha até à montanha. Porém esta terra será posta em desolação, por causa dos seus moradores, por causa do fruto das suas obras. Apascenta o teu povo com a tua vara, o rebanho da tua herança, que mora só no bosque, no meio da terra fértil; apascentem-se em Basã e Gileade, como nos dias da antiguidade. Eu lhes mostrarei maravilhas, como nos dias da tua subida da terra do Egito. As nações o verão, e envergonhar-se-hão, por causa de todo o seu poder: porão a mão sobre a boca, e os seus ouvidos ficarão surdos. Lamberão o pó como serpentes, como uns reptis da terra, tremendo, sairão dos seus encerramentos; com pavor virão ao Senhor nosso Deus, e terão medo de ti. Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniquidade, e que passa pela rebelião do restante da sua herança? não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós: sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar. Darás a Jacó a fidelidade, e a Abraão a benignidade, que juraste a nossos pais desde os dias antigos.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).