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Job 21

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. No certain date — Jó e os três amigos dialogam sobre o sofrimento Written: c. 1450–1000 BC (tradition) · c. 600–400 BC (scholarship)
Jó mostra que os ímpios muitas vezes gozam prosperidade nesta vida

Respondeu porém Jó, e disse: Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolações. Sofrei-me, e eu falarei: e, havendo eu falado, zombai. Porventura eu me queixo a algum homem? porém, ainda que assim fosse, porque se não angustiaria o meu espírito? Olhai para mim, e pasmai: e ponde a mão sobre a boca. Porque, quando me lembro disto, me perturbo, e a minha carne é sobresaltada de horror. Por que razão vivem os ímpios? envelhecem, e ainda se esforçam em poder? A sua semente se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos. As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles. O seu touro gera, e não falha: pare a sua vaca, e não aborta. Mandam fora as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando. Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som dos órgãos. Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura. E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos. Quem é o Todo-poderoso, para que nós o sirvamos? e que nos aproveitará que lhe façamos orações? Vede porém que o seu bem não está na mão deles: esteja longe de mim o conselho dos ímpios! Quantas vezes sucede que se apaga a candeia dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? e Deus na sua ira lhes reparte dores! Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho. Deus guarda a sua violência para seus filhos, e lhe dá o pago, que o sente. Seus olhos veem a sua ruína, e ele bebe do furor do Todo-poderoso. Porque, que prazer teria na sua casa, depois de si, cortando-se-lhe o número dos seus meses? Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos? Este morre na força da sua plenitude, estando todo quieto e sossegado. Os seus baldes estão cheios de leite, e os seus ossos estão regados de tutanos. E outro morre, ao contrário, na amargura do seu coração, não havendo comido do bem. Juntamente jazem no pó, e os bichos os cobrem. Eis que conheço bem os vossos pensamentos: e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência. Porque direis: Onde está a casa do príncipe? e onde a tenda das moradas dos ímpios? Porventura o não perguntastes aos que passam pelo caminho? e não conheceis os seus sinais? Que o mau é preservado para o dia da destruição; e são levados no dia do furor. Quem acusará diante dele o seu caminho? e quem lhe dará o pago do que faz? Finalmente é levado às sepulturas, e vigia no montão. Os torrões do vale lhe são doces, e atrai a si a todo o homem; e diante de si há inumeráveis. Como pois me consolais com vaidade? pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).