Genesis 35
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais
Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faz ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste diante da face de Esaú teu irmão. Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tiras os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai os vossos vestidos. E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado. Então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos, e as arrecadas que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém. E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após os filhos de Jacó. Assim chegou Jacó a Luz, que está na terra de Canaã, (esta é Betel), ele e todo o povo que com ele havia. E edificou ali um altar, e chamou aquele logar El-Betel: porquanto Deus ali se lhe tinha manifestado quando fugia diante da face de seu irmão.
E morreu Débora, a ama de Rebeca, e foi sepultada ao pé de Betel, debaixo do carvalho cujo nome chamou Alom-Bacute. E apareceu Deus outra vez a Jacó, vindo de Padã-Arã, e abençoou-o. E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou o seu nome Israel. Disse-lhe mais Deus: Eu sou o Deus Todo-poderoso; frutifica e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão dos teus lombos; E te darei a ti a terra que tenho dado a Abraão e a Isaque, e à tua semente depois de ti darei a terra. E Deus subiu dele, do logar onde falara com ele. E Jacó pôs uma coluna no logar onde falara com ele, uma coluna de pedra; e derramou sobre ela uma libação, e deitou sobre ela azeite. E chamou Jacó o nome daquele logar, onde Deus falara com ele, Betel.
E partiram de Betel: e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e pariu Raquel, e ela teve trabalho em seu parto. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou o seu nome Benoni; mas seu pai o chamou Benjamim. Assim morreu Raquel; e foi sepultada no caminho de Efrata, este é Belém. E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até ao dia de hoje. Então partiu Israel, e estendeu a sua tenda de além de Migdal Eder. E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben, e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel ouviu-o. E eram doze os filhos de Jacó: Os filhos de Lia: Rúben, o primogênito de Jacó, depois Simeão e Levi, e Judá, e Issacar e Zebulom; Os filhos de Raquel: José e Benjamim; E os filhos de Bila, serva de Raquel: Dã e Naftali; E os filhos de Zilpa, serva de Lia: Gade e Aser. Estes são os filhos de Jacó, que lhe nasceram em Padã-Arã. E Jacó veio a seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba (que é Hebrom), onde peregrinaram Abraão e Isaque. E foram os dias de Isaque cento e oitenta anos. E Isaque expirou, e morreu, e foi recolhido aos seus povos, velho e farto de dias; e Esaú e Jacó, seus filhos, o sepultaram.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).