Skip to content

Ezekiel 1

A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais

Each part of the strip is an era. Hover, tap or use the arrow keys to see its name and period. The filled dot marks when the episode happens; the ring, when the book was written. c. 593–592 BC — Visão do carro de Deus e vocação de Ezequiel junto ao rio Quebar Written: c. 593–571 BC (tradition) · c. 593–500 BC (scholarship)
A primeira visão dos querubins

E aconteceu que aos trinta anos, no quarto mês, no dia quinto do mês, estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu vi visões de Deus. No quinto dia do mês (que foi no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim), Veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio de Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do Senhor. Então vi, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, e um fogo revolvendo-se nela, e um resplandor ao redor dela, e no meio dela havia uma coisa como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo. E do meio dela saía a semelhança de quatro animais; e esta era a sua aparência: Tinham a semelhança de homens. E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro azas. E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé duma bezerra, e luziam como a cor de cobre abrasado. E tinham mãos de homem debaixo das suas azas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas azas. Uniam-se as suas azas uma à outra: não se viravam quando iam, e cada qual andava diante do seu rosto. E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham rosto de boi; e rosto de águia todos os quatro. E os seus rostos e as suas azas estavam divididas por cima: cada qual tinha duas azas juntas uma à outra, e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava diante do seu rosto; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam. E, quanto à semelhança dos animais, o seu parecer era como de brasas de fogo ardentes, como uma aparência de alâmpadas: o fogo corria por entre os animais, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos; E os animais corriam, e tornavam, à semelhança dos relâmpagos. E vi os animais: e eis aqui uma roda na terra junto aos animais, para cada um dos seus quatro rostos. O aspecto das rodas, e a obra delas, era como cor de turquesa; e as quatro tinham uma mesma semelhança: e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda. Andando elas, andavam pelos quatro lados deles; não se viravam quando andavam. E as suas costas eram tão altas, que metiam medo; e estas quatro tinham as suas costas cheias de olhos ao redor. E, andando os animais, andavam as rodas ao pé deles; e, elevando-se os animais da terra, elevavam-se também as rodas. Para onde o espírito havia de ir, iam; para lá havia o espírito de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito de vida estava nas rodas. Andando eles, andavam elas, e, parando eles, paravam elas, e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito dos animais estava nas rodas. E sobre as cabeças dos animais havia uma semelhança de firmamento, como um aspecto de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças. E debaixo do firmamento estavam as suas azas direitas uma para a outra: cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de uma banda; e cada um tinha outras duas, que os cobriam da outra banda. E, andando eles, ouvi o ruído das suas azas, com o ruído de muitas águas, como a voz do Omnipotente, a voz dum estrondo, como o estrepito de um exército: parando eles, abaixavam as suas azas. E ouviu-se uma voz por cima do firmamento, que ficava por cima das suas cabeças: parando eles, abaixavam as suas azas. E por cima do firmamento, que ficava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como duma safira; e sobre a semelhança do trono uma semelhança ao aspecto dum homem, que estava por cima, sobre ele. E vi como a cor de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança do fogo, e um resplandor ao redor dele. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplandor em redor: este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor: e, vendo-a eu, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).