1 John 3
A1911C · Almeida 1911 — Ortografia atualizada (Edição Concordância), 1911, portugais
Vede quão grande caridade nos tem dado o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo nos não conhece; porque o não conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Porém sabemos que, quando se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. Qualquer que comete pecado, também comete iniquidade; porque o pecado é iniquidade. E bem sabeis que ele se manifestou, para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca: qualquer que peca não o viu nem o conheceu. Filhinhos, ninguém vos engane. Quem obra justiça é justo, assim como ele é justo. Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou, para desfazer as obras do diabo. Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não obra justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. Porque esta é a anunciação que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos aborrece. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que aborrece a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. Conhecemos a caridade nisto, que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem pois tiver bens do mundo, e vir o seu irmão necessitado e lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele a caridade de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, senão de obra e de verdade. E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações; Que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que os nossos corações, e conhece todas as coisas. Amados, se o nosso coração nos não condena, temos confiança para com Deus; E qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos; porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos as coisas agradáveis perante ele. E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, como nos deu mandamento. E aquele que guarda os seus mandamentos nele está, e ele nele. E nisto conhecemos que ele está em nós, pelo Espírito que nos tem dado.
Almeida 1911 — Updated spelling. Edition © 2026 Concordância. Spelling update made by Concordância, with AI assistance and review. Base text: Almeida, Revista e Corrigida edition (1900/1911), public domain; transcription from Project Gutenberg (#62383).